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Bebé no lixo. "Não se pode ilibar um ato grotesco como este"

Joaquim Jorge diz que não se pode perdoar a mãe que abandonou o bebé num ecoponto de Santa Apolónia, em Lisboa, por esta não ter condições de vida.

Bebé no lixo. "Não se pode ilibar um ato grotesco como este"
Notícias ao Minuto

12:08 - 18/11/19 por Notícias Ao Minuto 

Política Bebé no lixo

O fundador do extinto Clube dos Pensadores e fundador do Matosinhos Independente, Joaquim Jorge, comentou, esta segunda-feira, num artigo de opinião enviado ao Notícias ao Minuto um dos temas que mais consternação tem gerado nas últimas semanas: o caso do bebé abandonado no lixo por uma mãe sem-abrigo.

Mas antes, o também biólogo, começa por apontar o dedo à política que hoje em dia se faz no nosso país. “Há uma necessidade de tratar os cidadãos não como pessoas adultas, mas como objecto das novas políticas de comunicação. Adoram infantilizar-nos e tratar-nos como uns meninos que não pensam, chegando ao ponto de acharem que somos atrasados mentais”, atira.

De seguida dá dois exemplos. O primeiro sobre a cirurgia de Marcelo Rebelo de Sousa e os elogios feitos pelo Chefe de Estado ao Sistema Nacional de Saúde (SNS).

Recentemente, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o qual aprecio, fez uma cirurgia ao coração e disse que o SNS funciona muito bem. Ora todos nós sabemos que o Presidente da República não é um cidadão normal e teve tratamento preferencial: escolha do médico, do dia e da hora da sua intervenção, entre outros. Para o comum dos cidadãos não é assim, a lista de espera é enorme e os serviços são deficientes”, recorda.

Já o outro exemplo, é sobre o caso do recém-nascido abandonado pela mãe, uma jovem sem-abrigo de 22 anos, num ecoponto de Santa Apolónia, em Lisboa, no passado dia 5 de novembro.

Para Joaquim Jorge, as condições de vida em que a jovem de nacionalidade cabo-verdiana vivia não podem desculpar o ato de abandonar o filho num caixote do lixo.

“Outra notícia que tem dado brado, em que uma mãe deixou o bebé num caixote do lixo, agora querem ilibar o que essa mãe fez. Uma mãe que se preze, se não pode cuidar do bebé, deixava-o na porta de um hospital ou numa instituição de caridade, nunca num caixote do lixo. Convém destrinçar as coisas, não se pode ilibar um ato grotesco como este e desculpá-lo por essa mãe não ter condições de vida”, sublinha.

Perante estes factos, o biólogo diz que está patente um “desprezo pela inteligência dos cidadãos”. “Não podem fazer dos cidadãos tontos, há uma enorme incongruência no que se diz e o que é a realidade”.

Joaquim Jorge termina o seu artigo de opinião lançando uma farpa ao PS. “A vitória do PS, nestas legislativas, não foi uma extraordinária vitória quando o que os socialistas pretendiam era uma maioria absoluta e governar sozinhos […]. Os cidadãos não são bobos e preferem que se apresente as questões com verdade, nem que esta seja cruel, e que se reconheçam os erros. Só assim os cidadãos podem recuperar a confiança nos políticos. Algo que não suportamos é que nos tomem por totós, anjinhos, otários, palermas, tansos ou burros”, atira.

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