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"Vivemos num país de salários baixos demais"

Coordenadora do Bloco de Esquerda lembra que o salário médio em Portugal "está a colar" ao salário mínimo.

"Vivemos num país de salários baixos demais"
Notícias ao Minuto

11:35 - 13/11/19 por Melissa Lopes 

Política salário mínimo

Catarina Martins reforçou esta quarta-feira que "os salários em Portugal são baixos demais" e que é uma prioridade do Bloco de Esquerda que os salários, tanto no setor privado como no público, sejam reforçados.

Por isso, e ainda que a proposta do Bloco fosse de 650 euros, a bloquista vê com agrado a proposta do PS para o aumento do salário mínimo para os 635 euros no próximo ano. 

"Ainda bem que o salário mínimo vai aumentar. é preciso também que os outros salários aumentem", disse a bloquista, advertindo que "neste momento, o salário médio está a colar ao mínimo", sendo isso resultado de um salário mínimo "muito baixo". 

Nesse sentido, a coordenadora do BE defendeu a alteração na legislação labral como um instrumento para aumentar os salários no setor privado.

"O que pode fazer força para valorizar os salários no privado é a legislação laboral, afirmou, sublinhando que, ao contrário do que dizem as associações patronais, "o problema da produtividade em Portugal não tem a ver com trabalhadores". "Tem a ver com a desregulação e a má gestão do trabalho", apontou, dando como exemplo a precariedade e as horas a mais no trabalho.

"Trabalhamos horas a mais, o que faz com que o trabalho seja pouco produtivo", defendeu.

O Bloco de Esquerda, sublinhe-se, entrega esta quarta-feira no Parlamento três projetos de lei  que visam a adoção das 35 horas de trabalho semanais no setor privado, a valorização da contratação coletiva e melhores condições para quem trabalha por turnos e à noite.

Questionada sobre se os projetos de lei seriam uma forma de pressionar o Governo nas discussão do Orçamento do Estado, Catarina Martins defendeu que as questões da legislação laboral não são orçamentais, pelo que são "questões diferentes". "É óbvio que para valorizarmos os salários no setor privado, precisamos de mexer na legislação laboral", enfatizou.

E as negociações para o Orçamento do Estado? 

Sobre a reunião que o BE teve esta terça-feira com o Governo sobre o Orçamento do Estado, a bloquista evidenciou que o "trabalho começou agora".

"Foi uma primeira reunião em que o Governo mostrou alguns dos seus dados e números e nós levámos as preocupações que temos - que não são novas - aumentar os salários, aumentar as pensões, reforçar os serviços públicos, responder às questões do investimento, responder às questões fiscais, enfim. Começamos agora o trabalho.

E o Governo está disponível? "Começámos agora o trabalho", repetiu, acrescentando: "Vamos ver nos próximos dias. Sempre dissemos que o BE tinha essa disponibilidade negocial. Teremos de fazer mais caminho nos próximos dias". 

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