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LIVRE denuncia afastamento de Evo Morales "apesar dos erros cometidos"

O partido LIVRE considerou hoje que a situação política na Bolívia que levou à renúncia do presidente Evo Morales representou um "golpe de estado", apesar de reconhecer "erros cometidos" pelo chefe de Estado cessante.

LIVRE denuncia afastamento de Evo Morales "apesar dos erros cometidos"
Notícias ao Minuto

15:47 - 12/11/19 por Lusa

Política Livre

Em comunicado, o LIVRE denunciou o "golpe de Estado que teve lugar na Bolívia" e que "levou à fuga" do presidente Evo Morales, lembrando que o chefe de Estado cessante tinha decidido convocar eleições logo após as suspeitas de fraude eleitoral.

"Apesar dos erros cometidos por Morales, nomeadamente ao querer alterar a lei para poder continuar o seu mandato, este é o momento para condenar um golpe promovido pelas forças militares e reacionárias e que nos relembra o pior da história do continente sul-americano", lê-se no texto.

O partido vê com "apreensão" os últimos acontecimentos na Bolívia, nomeadamente as "imagens de violência sobre as pessoas e sobre representantes políticos", bem como as "imagens da queima das bandeiras Wiphala, símbolo dos povos nativos da Bolívia e também símbolo oficial do país desde 2008."

O LIVRE, partido que já conta com representação parlamentar, apelou ainda ao governo português para que "se posicione claramente contra este golpe e a favor da legitimidade democrática" e ainda que "promova uma resposta a nível europeu, de modo a que a União Europeia possa desempenhar um papel de mediação e de apoio ao restabelecimento da democracia no país."

A Bolívia está a atravessar uma grave crise desde a proclamação de Evo Morales como presidente para um quarto mandato consecutivo nas eleições de 20 de outubro, marcadas por suspeitas de fraude eleitoral, denunciada pela oposição e movimentos da sociedade civil.

Os confrontos entre apoiantes e opositores do presidente da Bolívia desde o dia seguinte às eleições causaram pelo menos três mortos e 384 feridos, segundo dados da Provedoria da Bolívia.

Na última madrugada, Evo Morales, que renunciou após perder o apoio das forças armadas e da polícia, disse que foi emitido contra si "um mandado de detenção ilegal" e que grupos violentos invadiram a sua casa.

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