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Rui Rio recandidata-se à liderança do PSD e vai ser o líder parlamentar

O atual presidente do Partido Social-Democrata anunciou, esta segunda-feira, que é candidato à liderança do partido nas eleições internas de janeiro próximo. Quanto à liderança do grupo parlamentar, Rui Rio garantiu que a mesma será assegurada por ele até ao congresso agendado para fevereiro.

Rui Rio recandidata-se à liderança do PSD e vai ser o líder parlamentar

Rui Rio não atira a 'toalha ao chão' e, apesar das críticas internas que lhe têm sido feitas, vai avançar com uma recandidatura à liderança do partido.

Em conferência de imprensa, realizada esta segunda-feira à tarde no Porto Palácio Hotel, no Porto, o presidente dos sociais-democratas anunciou uma recandidatura que apanha pouca gente de surpresa.

"Compete-me colocar o interesse público acima de tudo o mais e manter a minha disponibilidade para continuar a servir o PSD e, por seu intermédio, Portugal. Estou disponível para disputar as próximas eleições internas, liderar a oposição ao PS e conduzir o PSD nas próximas eleições autárquicas", afirmou.

O que "está em jogo", considerou, é "demasiado importante para que a decisão possa ser outra"

O antigo autarca 'laranja' deixou porém claro que há algo para o qual não apresenta a mesma disponibilidade: "Não estou (...) disponível para voltar a enfrentar deslealdades e permanentes boicotes internos nos moldes em que tive de o fazer ininterruptamente desde a minha tomada de posse", avisou.

A liderança do partido, defendeu Rui Rio, “não deve ser desempenhada por quem obstinadamente a deseja e por quem liminarmente a recusa”, referindo ainda que colocou “na balança” o “sacrifício da vida pessoal” a que ser presidente do PSD obriga e os “apelos que foram feitos por dezenas de pessoas dentro e fora do partido”.

Avaliados os dois lados da moeda, e por ter noção que a sua “não recandidatura pode levar o partido a uma grave fragmentação, de consequências imprevisíveis para o futuro”, Rio decidiu então avançar como candidato às eleições diretas de janeiro, até porque o PSD precisa de uma liderança que defenda a social-democracia, que mantenha o partido no centro político e que tenha uma postura corajosa e frontal”, não precisando, por isso, de um “discurso dominado pelo cinismo e hipocrisia do politicamente correto”.

Ainda a este respeito, o presidente dos sociais-democratas lembrou que "num partido democrático e civilizado, o que de todos se exige é que, depois das eleições internas, se seja leal e se respeite a vontade da maioria dos militantes".

O nosso objetivo comum tem de ser o de derrotar o PS e não o de derrotar o próprio PSD

Até ao momento, Luís Montenegro (antigo líder parlamentar dos sociais-democratas) e Miguel Pinto Luz (vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais) garantiram que vão disputar o cargo de presidente do partido nas eleições diretas.

Liderança do grupo parlamentar: "Nunca farei aos outros o que me fizeram a mim"

Dissolvida a dúvida quanto à sua recandidatura à liderança do partido, faltava também esclarecer a questão que dizia respeito ao grupo parlamentar do PSD.

Assim, e por "sempre" ter defendido que a presidência do grupo parlamentar "deve estar em consonância com" a do partido, Rui Rio revelou que assumirá a "liderança da bancada de modo a que o novo líder parlamentar seja apenas escolhido em definitivo após a realização do próximo congresso nacional".

"Nunca farei aos outros o que, na prática, me fizeram a mim. Esta é uma situação de exceção ditada pela proximidade desse congresso, após o qual marcarei presença na Assembleia da República fundamentalmente nos grandes debates nacionais", sublinhou, lembrando que "não é ao líder do partido que cabe alimentar o quotidiano parlamentar".

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