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"Não é preciso ser deputado para se ter empenhamento político"

Carlos César falou do seu futuro político e do novo Executivo liderado por António Costa.

"Não é preciso ser deputado para se ter empenhamento político"

Carlos César foi, esta quarta-feira, o protagonista do programa Grande Entrevista da RTP3. O presidente do Partido Socialista falou sobre o seu futuro político e afirmou que "não é preciso ser deputado para se ter um empenhamento político".

"Já sou aposentado mas sou presidente do PS, tenho essas funções que continuarei a desempenhar, agora sem acumular com a presidência do grupo parlamentar", acrescentando que tem "estado com responsabilidades a esse nível, além da proximidade natural e afetiva que tenho com pessoas que desempenham cargos importantes e que me honram de se aconselharem comigo". 

Quanto à sua intervenção política, Carlos César referiu que "não é preciso ser deputado para se ter um empenhamento político ou mesmo para se ter influência política"

"Desempenhei, durante estes quatro anos, funções que não tinha previsto fazer. António Costa pediu-me que, na sequência da sua eleição para a liderança do PS e depois para primeiro-ministro, que o acompanhasse neste processo - eu resisti um pouco, mas fi-lo com muito gosto", revelou. 

O presidente do PS afastou ainda a ideia de querer ser Presidente da Assembleia da República: "Para além de ter tomado desde logo a iniciativa de dizer ao primeiro-ministro que não me pretenderia recandidatar ao cargo de deputado, dois anos antes - a propósito de um período mais intenso da vida política portuguesa - eu voltei a dizer-lhe isso, que não tencionava exercer outros cargos e que tencionava apenas concluir aquele em que estava empenhado". 

César revelou ainda que "Eduardo Ferro Rodrigues conhece essa minha indisponibilidade". "Fui eu próprio que insisti que ele fosse Presidente da Assembleia nesta legislatura que agora findou" e "acho muito bem que ele prossiga se tiver confiança dos deputados, que naturalmente terá", concluiu.

Quanto ao novo Executivo, disse considerar "absurda" a ideia que "se trata de um Governo do secretariado nacional do PS". "Em equipa que vence não se mexe. Se a equipa venceu não vejo razão para mudar de forma radical", afirmou. 

"Em boa verdade, se nós fizermos uma retrospetiva deste Governo, nós verificaremos que já houve mudanças muito significativas desde o início. Tem havido uma dinâmica de renovação que tem sido constante e que continuará", disse, acrescentando que "as pessoas que para a semana tomarão posse de certeza que, algumas delas, não serão ministros até ao final do mandato. É uma regra quase da vida".

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