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"Fiem-se nas sondagens e vão ver a surpresa na noite das eleições"

O líder comunista previu hoje um resultado melhor do que indicam as sondagens para a Coligação Democrática Unitária (CDU) na noite eleitoral de 06 de outubro, graças ao trabalho efetuado e à campanha de comunistas e "Os Verdes".

"Fiem-se nas sondagens e vão ver a surpresa na noite das eleições"

"Sim, camaradas, temos propostas e temos, de facto, este sentimento de confiança. Muitas vezes, alguns vêm dizer, bom, vocês estão um bocado apertados, as sondagens não estão muito boas. Não sei quais as sondagens a que se referem. Há tantas. Umas boas outras más. De qualquer forma, podemos dizer: fiem-se nas sondagens e deixem-nos trabalhar e avançar e vão ver a surpresa que terão na noite das eleições", disse Jerónimo de Sousa.

O secretário-geral do PCP discursava num comício vespertino na Sociedade Filarmónica União Piedense, na Cova da Piedade, Almada, e louvou as diversas medidas alcançadas durante a legislatura em virtude da posição conjunta com o PS que viabilizou o Governo minoritário de António Costa, como os novos passes de transportes mais baratos, os manuais escolares gratuitos, o aumento do abono de família, a baixa de impostos ou a reversão de privatizações.

"Há quem diga até, bom, está bem, foram uns avanços, mas isso são uns trocos. Pois, camaradas, este PCP não entende quem possa dizer uma coisa dessas. Há situações graves por resolver, há trabalhadores que não viram satisfeitas as suas legítimas aspirações, mas, dizer que os avanços são uns trocos, só quem tenha muita insensibilidade ou muito dinheiro", afirmou.

Jerónimo de Sousa sublinhou ainda que o PCP não adotou uma posição subalterna ou mais dócil durante os últimos quatro anos e continua a denunciar as situações e problemas que considera que têm de ser denunciados.

"Valeu a pena e alguns até olham para nós, sempre mal-intencionados, e dizem: "ah, mas vocês cederam ao PS, ah, mas vocês estão mais domesticados'. E outras barbaridades que costumamos ouvir. Pois, era Marx que dizia que deve-se sempre lutar pela melhoria das condições de vida da classe operária, dos trabalhadores, com a consciência de que isso era insuficiente, que o processo de transformação social teria de acontecer, mas sempre, sempre, do lado dos trabalhadores, mesmo no plano das reivindicações", defendeu.

Para o líder comunista, "uma revolução, um processo democrático não se desenvolve com um exército de pobres e de miseráveis".

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