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Tancos e Marcelo? Em tempo de campanha, partidos 'chutam' para a justiça

Com a campanha na estrada, poucos querem envolver-se em 'problemas', principalmente se envolverem o Presidente da República. Confrontados com a possibilidade de Marcelo saber dos detalhes sobre o roubo de armas em Tancos, todos os partidos com assento parlamentar 'chutaram' a questão para a justiça. Apenas Jerónimo de Sousa foi perentório: "Não tenho nenhuma razão para suspeitar".

Tancos e Marcelo? Em tempo de campanha, partidos 'chutam' para a justiça

O Presidente da República reiterou, esta terça-feira, "nunca" ter sido informado, por qualquer meio, sobre o alegado encobrimento na recuperação das armas furtadas de Tancos, vincando que "é bom que fique claro" que "não é criminoso".

Este esclarecimento do chefe de Estado surge depois de a TVI noticiar que numa escuta telefónica feita ao major da PJ-Militar, Vasco Brazão, este se refere ao "papagaio-mor do reino", como alguém que sabia de tudo sobre o roubo em Tancos. E esse "papagaio-mor do reino" seria o Presidente Marcelo.

Perante esta informação, já desmentida pelo Presidente da República, os dirigentes com assento parlamentar remeteram-se ao silêncio. Apenas Jerónimo de Sousa afirmou não ter quaisquer razões para suspeitar da palavra de Marcelo Rebelo de Sousa.

"Não deve ser um caso de eleições", diz Catarina

"Este é um caso que não é de agora e, portanto, julgo que não deve ser um caso de eleições, até porque já decorre há bastante tempo. A acusação ainda não se conhece e, portanto, não vou fazer qualquer tipo de especulação sobre essa matéria", começou por responder Catarina Martins aos jornalistas, à margem de uma visita ao Mercado de Benfica, em Lisboa.

A coordenadora do Bloco de Esquerda sublinha, apenas, que "a justiça deve fazer o seu caminho e deve apurar todas as responsabilidades e todas as consequências".

Foco de Cristas e do CDS está nas legislativas

Por Vila Real andou Assunção Cristas que, à margem de uma visita à fábrica da Continental, esclareceu que "estamos a tratar de eleições legislativas" motivo pelo qual recusou "comentar mais este assunto". Ainda assim, reiterou, "o Governo esteve mal, atuou mal, não acautelou o furto e aparentemente foi conivente ou cúmplice no encobrimento ou farsa montada para a recuperação do material".

CDS foi "até ao limite dos [seus] poderes parlamentares de censura a um Governo que falhou muito ao país ao longos destes quatro anos", no caso de Tancos, mas não só.

Jerónimo sem razão para suspeitar da palavra de Marcelo

"Eu ouvi declarações do Presidente da República a afirmar claramente que não tem a ver com qualquer situação menos clara. É a palavra do Presidente. Não tenho nenhuma razão para suspeitar". As frases pertencem a Jerónimo de Sousa e foram proferidas à margem de uma visita à estufa de exploração de um pequeno produtor de cogumelos shiitake, no lugar de Barreiro, Arcos de Valdevez.

O líder da coligação CDU lembrou, aliás, que "foi o próprio Marcelo Rebelo de Sousa que, recentemente, afirmava que era preciso fazer as averiguações e o apuramento dos factos todos. Faça-se esse apuramento dos factos e, com certeza, encontraremos a resposta, mas, por enquanto, vale a palavra do Presidente e vale essa necessidade de apuramento dos factos".

É "leviano" envolver o Presidente da República no caso

À chegada a uma adega na Vidigueira, em Beja, Rui Rio comentou o caso, vincando: "Envolvimento do Presidente da República não vejo nenhum". É preciso "muito cuidado" ao envolver o nome de qualquer Presidente da República em processos judiciais, avisou.

"Acho que é leviano envolver o Presidente da República numa polémica destas, não o devemos fazer", rematou o líder do PSD.

Caso "não deve entrar na campanha"

"Penso que Tancos não deve entrar na campanha", disse André Silva, à margem de uma ação de campanha, junto a um olival intensivo, em Santiago do Cacém, no distrito de Setúbal. O caso "sempre esteve envolvido numa enorme opacidade", referiu, considerando que o envolvimento do nome do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, "é uma especulação", não querendo "comentar sobre algo que é especulativo".

"Não queria alimentar mais ruído em torno de um caso que precisa de muitos mais esclarecimentos e, quando houver, estarei disponível para comentar algo concreto e objetivo e não para alimentar mais especulações", acrescentou.

Caso Tancos? "Isso é da justiça"

"Isso é da justiça", respondeu António Costa aos jornalistas à chegada a um almoço com a Associação Cabo Verdiana de Lisboa - iniciativa integrada na campanha do PS para as eleições legislativas. O líder socialista seguiu depois para o local do almoço, um oitavo andar de um prédio na Rua Duque de Palmela, em Lisboa. 

Mas antes, concluiu: "Espero que seja a última vez que falo sobre a matéria, até porque se aguarda a todo o momento a acusação, no caso de ela existir, e o que haja a investigar contra quem quer que seja, sem qualquer limitação, seja investigado", afirmou.

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