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Nuno Melo relativiza voto no PSD e defende maioria do centro-direita

O eurodeputado Nuno Melo relativizou hoje o voto no PSD nas legislativas de 06 de outubro, afirmando que o importante nas eleições é o centro e a direita terem mais um deputado do que "a esquerda toda junta".

Nuno Melo relativiza voto no PSD e defende maioria do centro-direita
Notícias ao Minuto

22:58 - 24/09/19 por Lusa

Política Eleições

Nas eleições legislativas de 6 de outubro "não está em causa votar no PSD à direita, está em causa votar no CDS para que os nossos deputados somados aos do PSD sejam mais do que a esquerda toda junta", afirmou Nuno Melo, num jantar-comício que juntou algumas centenas de pessoas em Famalicão, em Braga, com a presidente do partido, Assunção Cristas.

"Para isso o CDS importa e importa muito", afirmou.

eurodeputado centrista pediu aos eleitores que não se deixem "desmobilizar, condicionar por sondagens que são o que são, mas que tendem a apontar para uma bipolarização" entre os dois maiores partidos, PSD e CDS.

Em 2015, quando juntos PSD e CDS venceram as eleições coligados, embora sem a maioria de deputados no parlamento, foi o PS a formar Governo por ter a maioria de esquerda na Assembleia da República.

Nuno Melo questionou mesmo o que vale a pena ganhar "se depois se mostrar" que esta "maioria de centro-direita não servirá para nada como se viu" há quatro anos.

Apontando, sem os nomear, a outros partidos à direita, Aliança, Iniciativa Liberal e Chega, Nuno Melo afirmou que o voto nesses partidos só "enfraquece o espaço do centro política", dado que os seus votos podem não contra para uma solução governativa.

E numa indireta ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que há meses, aludiu a uma crise na direita, Nuno Melo contrariou-o sem nunca o citar

"Há quem diga que há uma crise na direita em Portugal, mas não há. Há é uma grande falta de imparcialidade na política", afirmou, para logo a seguir se queixar das avaliações dos comentadores, por exemplo, à prestação de Cristas nos debates com os restantes líderes partidários.

Num discurso com marcas ideológicas, Melo recordou os "tempos difíceis" do pós-25 de Abril de 1974 e apontou aos parceiros de esquerda que deram apoio parlamentar ao Governo minoritário do PS -- PCP e Bloco de Esquerda.

Quando, nesses anos revolucionários, o PCP e o PSR e a UDP, que deram origem ao Bloco de Esquerda, "lutavam pela instauração de uma ditadura", o CDS estava "do lado da democracia" ou quando "saneavam administradores de empresas", os centristas defendiam "a iniciativa privada".

"[Hoje] a esquerda existe para destruir tudo aquilo em que acreditamos", afirmou, depois de dar o exemplo das "ações de doutrinação nas escola sem que os pais o possam impedir" sobre "ideologia de género".

O último discurso da noite num jantar-comício que começou com "confettis" quando Cristas entrou na sala coube à líder, já depois de servida a sopa de legumes aos apoiantes.

A presidente do CDS retomou os grandes temas do seu discurso eleitoral, o fim da "maior carga fiscal de sempre", a "ambição" e o "sonho" que deve ser dado aos portugueses e que o Estado não deve travar.

E a menos de duas semanas das eleições falou a indecisos e abstencionistas, pedindo-lhes que votem, independentemente de em quem vão votar.

Aos indecisos que argumentam que as eleições poderão estar ganhas pela esquerda, e que o "voto à esquerda, no PS", é "um mal menor", Assunção Cristas alertou que uma maioria de esquerda pode criar um "mal maior".

"Se sozinho já governou como governou, o que seria com um poder total", questionou.

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