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Os temas que marcaram o derradeiro confronto entre Costa e Rio

O secretário-geral do PS e o presidente do PSD entraram hoje numa disputa sobre quem tem "o melhor Centeno" nas finanças, sobre a descida dos passes sociais e a eventual existência de professores a mais.

Os temas que marcaram o derradeiro confronto entre Costa e Rio
Notícias ao Minuto

13:45 - 23/09/19 por Lusa

Política Legislativas

Estes foram três dos temas que marcaram a segunda parte do frente a frente entre António Costa e Rui Rio promovido pelas rádios Antena 1, TSF e Renascença e que teve lugar na Faculdade de Medicina Dentária de Lisboa.

Logo no início do debate, o secretário-geral do PS caracterizou o líder social-democrata como "o campeão da crítica" à medida do Governo que desceu o preço dos passes sociais, ignorando que essa mesma medida visou incentivar o uso dos transportes públicos e permitir também uma poupança às famílias.

"A ideia de trazer os passes sociais para preços mais baixos é uma boa medida por razões de ordem social, ambiental e é uma função do Estado", admitiu Rui Rio, dizendo que defendeu esta linha enquanto administrador do metro do Porto.

No entanto, de acordo com o líder social-democrata, o Governo tomou essa medida "em cima do joelho, porque havia eleições europeias e era preciso andar depressa para ter efeito".

"Os fornecedores, ou os operadores, já estão a berrar por falta de pagamento porque as coisas não foram cuidadas, houve desigualdade territorial e há escassez de oferta. Não revogo a medida, mas melhoro-a. Foi uma boa medida, mas feita de forma desajeitada", sintetizou.

O líder socialista contrapôs que a medida tem diferenças em termos de concretização em resultado de uma opção pela descentralização. Quanto à oferta, sustentou que já foram lançados "grandes concursos" para aquisição de 700 novos autocarros, dez novos navios e 22 novas composições para a CP, a par da reposição da capacidade do metro de Lisboa e da recuperação da EMEF (Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário).

Aqui, António Costa alegou que "não podia esperar cinco anos" para adotar a medida de descida dos passes sociais, porque se tratou de uma decisão importante para a recuperação do rendimento das famílias e para o combate às alterações climáticas.

Usando a ironia, o secretário-geral do PS identificou "progressos" em Rui Rio, porque "votou contra e agora já diz que a medida é boa" descer os preços dos passes sociais.

O líder social-democrata ripostou: "O Governo andou com a carruagem à frente da locomotiva".

"Ele [António Costa] não abriu só concursos para os comboios, abriu concursos para tudo. E, sobretudo, anunciou a abertura de concursos, de compras e de investimentos em hospitais. A campanha eleitoral fez bem, porque os compromissos são já tantos que nós vamos ser muito exigentes para a eventualidade de o PS ganhar as eleições", advertiu.

Uma declaração do presidente do PSD que motivou o seguinte comentário irónico do líder socialista: "Ainda bem que contamos com uma oposição exigente".

Neste debate, se António Costa atacou a atuação política dos sociais-democratas na questão dos passes, Rui Rio dirigiu críticas à gestão do Ministério da Educação, dizendo que "se há menos alunos, em princípio deveria haver menos professores".

"Mas não, no mesmo período há mais 5570 professores. António Costa diz que os professores não podem ganhar mais e que se demite se isso acontecer. Mas se está a meter mais professores com menos alunos, então está a dificultar que os docentes ganhem mais", criticou.

Na resposta, o secretário-geral do PS considerou que Rui Rio chamou "má gestão a uma questão de justiça" social.

"Este Governo vinculou oito mil professores que estavam há décadas em situação de precariedade. O dr. Rui Rio também desconhece que uma das medidas fundamentais do sucesso escolar e educativo é precisamente a redução do número de alunos por turma", afirmou.

Na questão do aumento dos vencimentos dos professores, António Costa alegou que só faz em relação a este setor profissional aquilo que diz.

"Disse que descongelava as carreiras e descongelei as carreiras, mas não digo numa noite que lhes vou dar tudo e [o líder da Fenprof] Mário Nogueira sai da Assembleia da República a festejar. Porém, na manhã seguinte, vem dizer que não foi isso o acordado", criticou.

Ainda neste ponto, o secretário-geral do PS advogou que o PSD, com o quadro macroeconómico que apresenta no programa eleitoral, "só tem verba para pagar as verbas das progressões automáticas, não paga um único tostão a mais para a atualização salarial de nenhum funcionário do Estado e não consegue contratar nem mais um funcionário para a administração pública".

Depois, ainda numa lógica de ataque, António Costa entrou uma comparação entre ministros das Finanças do PS e do PSD.

"[Rui Rio] pode gostar muito do seu Centeno. Mas tenho a certeza de que os portugueses preferem o meu [Mário] Centeno, que esse é de contas certas e não promete a ninguém aquilo que não pode fazer", declarou ainda o secretário-geral do PS.

Perante estas palavras de António Costa, o presidente do PSD referiu-se então a um cansaço do ministro Mário Centeno dentro do Governo socialista, sugerindo que só ficará enquanto for presidente do Eurogrupo.

"Vai embora no fim do primeiro semestre do próximo ano", apontou Rui Rio, referindo-se aos rumores que correm sobre esse assunto e com António Costa a voltar à carga.

"Mesmo que seja assim, seria melhor seis meses do meu Centeno do que quatro anos do seu Centeno", acrescentou.

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