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"Engolidos", pequenos partidos na Madeira "são vítimas da bipolarização"

Marques Mendes salienta a mudança "histórica" na Madeira com o fim das maiorias absolutas.

"Engolidos", pequenos partidos na Madeira "são vítimas da bipolarização"

É ainda sobre as projeções que dão a vitória ao PSD na Madeira (mas sem maioria absoluta) que Luís Marques Mendes faz o seu comentário na antena da SIC.

Frisando estar “tudo em aberto”, o comentador começa por referir que há “uma mudança histórica na Madeira, acabam as maiorias absolutas de um só partido que existiram durante 43 anos”.

Para Marques Mendes, esta é uma mudança, além de histórica, "também estrutural e provavelmente para valer”, não acreditando o social-democrata que nos próximos anos “alguém consiga voltar a ter maiorias”.

O comentador sublinha que os dados “apontam para uma fortíssima bipolarização entre PS e PSD”, o que “era previsível”. No caso do PSD, prossegue, “é normal”, tendo em conta que “está no poder”.

“A novidade é à Esquerda, o PS teve sempre maus candidatos, fracos. Desta vez, encontrou um candidato diferente, o antigo presidente da Câmara do Funchal, com outro peso e outro prestígio”, nota. A consequência desta bipolarização, aponta Marques Mendes, é que os pequenos partidos, sobretudo à Esquerda, “são de alguma forma engolidos”. “ São as vítimas desta bipolarização, reforça.

No entender do social-democrata, a “grande questão” é saber se o PSD e o CDS conseguem ter os 24 deputados necessários para formar governo, ou se se forma uma Geringonça à Esquerda.

Independentemente disso, Marques Mendes defende que se o PSD ficar em primeiro lugar, se for o partido mais votado, “há um mérito” do partido. “Ao fim de 43 anos, e do desgaste do poder, aguentar e conseguir ganhar, é obra. Depois também é um mérito de Miguel Albuquerque porque o partido estava todo divido. [Teve] a humildade de fazer as pazes [com Alberto João Jardim] e, com isso, unir o partido”, realça.

O comentador analisa ainda que o PS tem nestas eleições regionais "dois sentimentos contraditórios": "Admitindo que o PS perde, o PS faz o seu melhor resultado eleitoral de sempre. Pode cantar satisfação. Mas também tem aqui uma grande desilusão porque a aposta do PS era ganhar e formar governo", explica. 

Por fim, Marques Mendes não crê que estas eleições regionais tenham um efeito nacional, porque cada partido, sobretudo PS e PSD, "vai puxar a brasa à sua sardinha". "Se o PSD ganhar vai dizer que ganhou mas também não vai poder abrir uma garrafa de champanhe". Por outro lado, "o PS teve um grande resultado mas não tem motivos para embandeirar em arco", sintetiza. 

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