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Forma como o PM colocou a questão dos cortes dos políticos é "chocante"

A líder do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, afirma-se chocada com o primeiro-ministro pela maneira como ele abordou o tema dos cortes nos vencimentos dos políticos, defendendo que essa posição "tende a insultar quem trabalha".

Forma como o PM colocou a questão dos cortes dos políticos é "chocante"

"Achei, em particular, muito chocante a forma como o primeiro-ministro colocou a questão", diz Catarina Martins em entrevista à Lusa, na medida em que ele se referiu ao tema como "o último dos cortes que era preciso acabar".

Ora, declara a coordenadora do Bloco, "isso não é verdade, [porque] as horas extraordinárias passaram a ser pagas pela metade, quando deviam ser pagas pelo dobro", bem como não foram repostos os 25 dias de férias.

"As pessoas continuam a ter só 22 dias de férias e não ganharam mais por trabalhar mais três dias por ano", afirma Catarina Martins, segundo a qual também foram cortadas e não repostas as compensações por despedimento.

"Quem trabalha em Portugal sabe que hoje está a ganhar menos do que ganhava [antes da 'troika'] e vir alguém dizer que o corte sobre os salários dos cargos políticos é o último dos cortes, a mim parece-me um enorme desfasamento com a realidade, que tende a insultar quem trabalha e sabe que ainda não recuperou o seu salário", conclui a dirigente do Bloco.

O primeiro-ministro e secretário-geral do PS, António Costa, afirmou, numa entrevista ao semanário Expresso no final de agosto, relativamente ao corte de 5% nos salários do titulares dos cargos políticos, ter "confiança de que ao longo da próxima legislatura esse último corte irá desaparecer".

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