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Madeira: BE quer recuperar autonomia "enterrada" por Jardim e Albuquerque

A importância de recuperar a autonomia que foi "enterrada" pelo PSD/Madeira e é usada para desviar a atenção do "favorecimento descarado" aos grandes grupos económicos foi a mensagem hoje deixada pelo candidato do BE às regionais.

Madeira: BE quer recuperar autonomia "enterrada" por Jardim e Albuquerque
Notícias ao Minuto

14:22 - 13/09/19 por Lusa

Política Eleições

preciso recuperar a autonomia", declarou o cabeça de lista do Bloco, Paulino Ascensão, numa iniciativa de campanha eleitoral que hoje levou a candidatura a percorrer Câmara de Lobos, o concelho contíguo a oeste do Funchal.

O candidato referiu que "o PSD enche sempre a boca como sendo o campeão da autonomia, mas foi quem enterrou a autonomia" - primeiro "com Jardim e a dívida oculta e depois com Albuquerque, que cozinhou com o amigo Passos Coelho os termos do programa de ajustamento económico e financeiro".

Paulino Ascensão sustentou que o atual líder social-democrata, Miguel Albuquerque, "castigou os madeirenses em articulação com Passos Coelho para afastar Jardim do poder", tendo conseguido alcançar a liderança nas eleições regionais de 2015.

"Portanto, quando vem o PSD com esse discurso de ser o partido da autonomia é completamente falso, é só um espantalho, uma cortina de fumo para desviar as atenções do favorecimento descarado, escandaloso dos grupos económicos", opinou.

Mas, salientou, "o discurso já não cola, porque as pessoas sabem que quem cortou as reformas, as pensões, o abono de família foi o PSD e o CDS na sequência da 'troika'".

O candidato vincou que "esta autonomia tem servido tão só para manter os privilégios da casta dominante herdeira dos privilegiados ditadores de Salazar".

Por isso, defendeu ser preciso uma autonomia nova para criar condições de vida a todos por igual, ter perspetivas de futuro e distribuir a riqueza de forma a que "não seja sempre concentrada nas mãos dos mesmos".

No seu entender, os grandes grupos empresarias que existem a região não atingiram esse estatuto "por mérito, a sua visão e a capacidade em arriscar, mas porque vivem à sombra do Orçamento, vivem de negócios de favor, de privilégios, de negócios protegidos de qualquer concorrência", sendo tudo "só por uma razão de poder".

Na Madeira, insistiu, "o poder sai das instâncias democraticamente eleitas para esses grupos privados", o que permite que "a mesma elite controle o poder e o dinheiro que permite comprar muita coisa, nomeadamente campanhas eleitorais".

O cabeça de lista defendeu que o grande desafio destas eleições é romper com esta "prática do PSD" e implementar uma "nova política a favor de todos, que crie oportunidades para todos para que os jovens não tenham de emigrar".

As eleições regionais legislativas da Madeira, onde os sociais-democratas governam com maioria absoluta, decorrem em 22 de setembro, com 16 partidos e uma coligação a disputar os 47 lugares no parlamento regional: PDR, CHEGA, PNR, BE, PS, PAN, Aliança, Partido da Terra-MPT, PCTP/MRPP, PPD/PSD, Iniciativa Liberal, PTP, PURP, CDS-PP, CDU (PCP/PEV), JPP e RIR.

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