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Combate às desigualdades "é imperativo" dos direitos humanos

O presidente da Assembleia da República defendeu hoje que o combate às desigualdades no mundo e a promoção de sociedades mais coesas é um imperativo dos direitos humanos e contribui também para o aumento da eficiência económica.

Combate às desigualdades "é imperativo" dos direitos humanos

Esta posição foi assumida por Ferro Rodrigues na XXIII cerimónia de entrega do Prémio Norte/Sul do Conselho da Europa, que decorreu na Sala do Senado, no parlamento, e que contou com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Este ano foram distinguidos o francês Damien Carême, pelo seu papel no acolhimento de migrantes, e Jaha Mapenzi Dukureh, da Gâmbia, pela sua luta contra a mutilação genital feminina.

Uma das linhas da intervenção de Ferro Rodrigues passou pela crítica à persistência de graves desigualdades no mundo, referindo casos de países em que a esperança de vida não chega aos 60 anos e em que o rendimento nacional bruto per capita pouco excede 700 dólares por ano.

"E não podemos esquecer o crescimento das desigualdades nas economias mais avançadas, o agravamento da precariedade no trabalho ou a permanência de taxas de desemprego entre os jovens, pese embora os seus ganhos de formação e competências. Defender e promover o diálogo e a cooperação internacional, lutar por sociedades mais coesas e justas não é só uma exigência da realização concreta dos direitos humanos - é também um ganho de eficiência económica", sustentou o presidente da Assembleia da República.

No seu discurso, Ferro Rodrigues saudou a iniciativa do secretário-geral as Nações Unidas, António Guterres, de realizar uma cimeira sobre o clima, no próximo dia 23, considerando que o mote escolhido pelo antigo primeiro-ministro português "é da maior pertinência".

"Estamos perante uma corrida que podemos vencer e que temos de vencer", salientou.

Tal como em anteriores intervenções, o presidente da Assembleia da República insistiu nas advertências em relação aos "desequilíbrios provocados pela globalização", com tensões e confrontos geopolíticos, movimentos populistas e xenófobos.

"Erguem-se muros e barreiras, invocam-se os egoísmos nacionais e faz-se a apologia da indiferença", observou Ferro Rodrigues, antes de defender a necessidade de uma comunidade internacional "que saiba interagir".

"Precisamos de uma comunidade internacional que continue a ser baseada em normas, que privilegie o diálogo e a cooperação. Precisamos de mais paz, estabilidade e prosperidade", acrescentou.

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