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BE quer mais investimento na saúde com aposta na prevenção da doença

A coordenadora bloquista, Catarina Martins, defendeu hoje a necessidade de mudar o paradigma da saúde uma vez que, para além de um aumento de investimento, é preciso apostar nas áreas que "promovem a saúde e que previnem a doença".

BE quer mais investimento na saúde com aposta na prevenção da doença

Catarina Martins falava aos jornalistas no final de uma visita à Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal, em Lisboa, tendo apontado a importância de "não só o financiamento do Serviço Nacional de Saúde, que deve ser mais forte, mas a própria forma como ele é dado, como ele é contabilizado".

"Nós temos uma forma de financiamento pensada para a doença aguda e que esquece a necessidade de atuação a todo tempo para promover a saúde. Precisamos de uma alteração não só da lei da bases da saúde, que já conseguimos, mas agora também da forma como financiamos as instituições de saúde para garantir um aumento de investimento e para garantir um aumento de investimento nestas áreas que promovem a saúde e que previnem a doença", propôs.

À nova Lei de Bases da Saúde, aprovada nesta legislatura, deve "juntar-se práticas concretas para um novo paradigma" na saúde, defendeu a líder bloquista, lembrando que "Portugal tem cada vez mais gente com doenças crónicas".

"Nós precisamos de ter uma saúde que é mais vocacionada para a qualidade de vida das pessoas com doença crónica", afirmou.

Esta aposta, justificou Catarina Martins, "é importante para cada uma dessas pessoas e é importante porque evita episódios agudos".

"E portanto é uma medida sensata não só para a qualidade de vida de cada um dos doentes crónicos do nosso país, como é a medida sensata do ponto de vista da economia e de sustentabilidade do próprio Serviço Nacional de Saúde", afirmou.

O caminho do futuro da saúde, para uma esperança de vida com qualidade vida, na perspetiva da coordenadora do BE, "tem de ser centrar no acompanhamento da doença crónica que é cada vez mais comum no nosso país".

Catarina Martins, que esteve reunida com a associação, elogiou o trabalho que é feito por esta instituição, tendo debatido "a avaliação de uma alteração legislativa que foi feita e que garante agora que todos os jovens até aos 18 anos tenham acesso à bomba de insulina".

"Foi uma matéria pela qual o BE lutou bastante e finalmente conseguimos esse direito à bomba de insulina", enalteceu.

É preciso agora, segundo a dirigente bloquista, que se garanta que "há formação de equipas médicas, de enfermagem de acompanhamento em todo o país para que a gratuitidade da bomba que o Serviço Nacional de Saúde já garante seja depois efetiva".

"Porque para os doentes a utilizarem precisam de ter acompanhamento e nalguns distritos do interior ainda não há equipas que promovam este acompanhamento", condenou.

Há depois uma outra fase que é, segundo Catarina Martins, "estudar o alargamento destas bombas de insulina não só a crianças e jovens até aos 18 anos, mas ao resto da população".

O parlamento aprovou, em 28 de junho, na generalidade os projetos de resolução de BE e PCP no sentido de recomendar ao Governo socialista o aumento da distribuição gratuita de bombas de insulina aos doentes diabéticos.

Em ambos os casos, todas as bancadas e deputados votaram a favor da medida, à exceção do grupo parlamentar do PS, que se absteve, assim como o deputado não inscrito, Paulo Trigo Pereira, apesar de este último ter votado favoravelmente a iniciativa do PCP.

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