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Bloco defende respeito pelo tempo de trabalho na hotelaria

O Bloco de Esquerda defendeu hoje melhores salários e respeito pelos tempos de trabalho e de descanso na hotelaria, durante uma ação de campanha para as legislativas na Madeira realizada na Calheta.

Bloco defende respeito pelo tempo de trabalho na hotelaria

Numa ilha onde o turismo é a principal atividade económica, o BE salientou o que se passa na hotelaria, onde grassa "a precariedade e a exploração laboral".

"PSD e CDS são coniventes com tais práticas mas, cínicos, dizem-se defensores da família", salientou, numa nota assinada pelo cabeça da lista do partido às eleições regionais madeirenses, Paulino Ascenção.

Segundo o candidato, a hotelaria e o turismo "são as atividades por excelência onde encontramos mais incidência de baixos salários e de precariedade, de abusos sobre os trabalhadores", nomeadamente "horas trabalhadas e não pagas, a períodos de estágio não remunerados, trabalhadores sem contrato nem descontos, sem vínculo".

"A atuação da inspeção do trabalho é frouxa, seguindo a orientação política do Governo, atua para proteger os patrões e silenciar os trabalhadores que se queixam", considerou.

O candidato bloquista considerou ainda que "o discurso do Governo Regional, e o dos partidos PSD e CDS, encoraja a exploração dos trabalhadores".

Paulino Ascenção realçou o contraste entre o discurso destes partidos de defesa da família quando, por outro lado, dizem também ser "preciso trabalhar mais horas, que não se pode esperar um horário de trabalho fixo", o que "é um incentivo aos abusos".

O Bloco considerou que os trabalhadores, "com os baixos salários, são obrigados a desdobrar-se por dois ou três trabalhos para sustentar os filhos e pagar as despesas do mês" e realçou que "a maioria" deles "nem ganha o suficiente para pagar IRS", pelo que "a descida deste imposto só serve aos mais ricos".

"Precisamos de melhorar a oferta de serviços públicos gratuitos (escola e saúde), de baixar os preços dos bens essenciais (transportes, habitação, eletricidade) para aliviar o orçamento de todas as famílias, de aumentar os salários de quem trabalha e de reduzir os horários de trabalho, para dividir o emprego e a riqueza por mais pessoas", concluiu Paulino Ascenção.

As eleições regionais legislativas da Madeira, onde os sociais-democratas governam com maioria absoluta, decorrem em 22 de setembro, com 16 partidos e uma coligação a disputar os 47 lugares no parlamento regional: PDR, CHEGA, PNR, BE, PS, PAN, Aliança, Partido da Terra-MPT, PCTP/MRPP, PPD/PSD, Iniciativa Liberal, PTP, PURP, CDS-PP, CDU (PCP/PEV), JPP e RIR.

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