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Apenas 0,15% dos eleitores no estrangeiro optaram por voto presencial

Apenas 0,15% dos cerca de 1,4 milhões de eleitores no estrangeiro optaram pelo voto presencial nos consulados, com a França, que concentra mais de 400 mil inscritos, a registar apenas 24 pedidos, segundo dados da Administração Eleitoral.

Apenas 0,15% dos eleitores no estrangeiro optaram por voto presencial

De acordo com os dados a que a agência Lusa teve acesso, dos 1.466.750 eleitores registados, apenas 2.242 exerceram a opção pelo voto presencial nos consulados portugueses, uma possibilidade disponível pela primeira vez em eleições legislativas.

A opção pelo voto presencial foi exercida em apenas 40 dos 186 países onde existem eleitores portugueses registados, com o maior número de pedidos a chegar do círculo Fora da Europa.

Brasil, com 220.610 inscritos nos cadernos eleitorais, regista o maior número de pedidos para votar nos consulados, 1.335.

Surgem depois os Estados Unidos (56.606 inscritos) com 203 pedidos e a Venezuela (52.318 inscritos) com 193.

Com menos de 100 pedidos, surgem entre outros países deste círculo, a China (78), Moçambique (44), Colômbia (38) e Timor-Leste (35).

De países com importantes comunidades portuguesas como a África do Sul (32.598 eleitores) e o Canadá (55.301 eleitores) chegaram apenas dois e nove pedidos, respetivamente.

No círculo da Europa, nenhum país ultrapassa a centena de pedidos para votar presencialmente, com a França a destacar-se por ser o país com maior número de eleitores registados no estrangeiro (402.527) e apenas 24 portugueses que optaram por votar nos consulados.

A Bélgica, com 46 em 19.261 eleitores inscritos, surge como o país com mais pedidos, seguido da Espanha (38.582 eleitores) com 40 pedidos.

Na Alemanha (7), Luxemburgo (3) e Reino Unido (8), países com importantes comunidades de emigrantes e que combinados representam 249.319 eleitores, os pedidos para votar nos consulados não atingem as duas dezenas.

Os restantes eleitores irão exercer o direito de voto por via postal, tendo já sido enviados até 06 de setembro, 1.464,508 boletins de voto para os portugueses recenseados no estrangeiro, das quais 895.382 pertencem ao círculo da Europa e 569.126 ao círculo fora da Europa.

Há 16 países com apenas um eleitor e 51 com menos de 10 inscritos.

Fonte da Administração Eleitoral explicou à agência Lusa que a carta enviada inclui este ano, além do boletim de voto e de um documento com as instruções de preenchimento, "um código de barras especial que permite, através da utilização de um telefone inteligente, aceder via internet a um documento eletrónico contendo as instruções de preenchimento em Português e Francês".

Nos próximos dias, segundo a mesma fonte, a mesma informação deverá estar disponível também em inglês e chinês, tal como um vídeo exemplificativo do processo.

O boletim pode ser enviado até 06 de outubro, devendo ser recebido em Portugal até 16 de outubro, data da contagem e apuramento dos resultados em Lisboa.

Depois das europeias de maio, as legislativas vão testar novamente a participação dos emigrantes com o novo universo eleitoral, que com o recenseamento automático para os residentes no estrangeiro passou de cerca de 300 mil eleitores para mais de 1,4 milhões.

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