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Última sondagem “foi um murro no estômago” de Rio

A intuição de Marques Mendes diz-lhe que nas próximas eleições legislativas o PSD não terá um resultado abaixo dos 25%. Mas, para que isso aconteça, Rui Rio tem que fazer "três coisas".

Última sondagem “foi um murro no estômago” de Rio

Marques Mendes considera que o PSD teve rentrée “agridoce”. Por um lado, teve duas “iniciativas interessantes”, o Pontal e a Universidade de Verão, depois teve o lado negativo, a sondagem JN/TSF, que lhe dá um resultado de 20% ou 21%.

“Já não é preocupante, é quase dramático”, classificou. “Rui Rio teve duas iniciativas interessantes e depois levou com uma notícia que é um verdadeiro murro no estômago, isto mata qualquer um, é uma notícia demolidora”, enfatizou o social-democrata, dando conta, no entanto, que a sua intuição lhe diz que o PSD vai ter um resultado acima da sondagem. “Nunca abaixo dos 25%”. Mas, para isso acontecer, realçou, “Riu Rio tem que fazer três coisas neste mês de setembro.

Primeiro, ter uma campanha mobilizadora. “Não pode ter uma campanha pífia, tem que ter uma campanha mobilizadora para combater a desilusão”; depois, “tem que ser acutilante e assertivo nos debates televisivos que vão começar”; “tem que ter também uma mensagem muito simples, clara e estável: não pode andar a mudar de mensagem todos os dias, se não uma anula a outra e ninguém se entende”.

Estendendo-se nos conselhos ao líder laranja, Marques Mendes avisa que Rio tem que se concentrar no seu “único e principal adversário”: António Costa. “Não pode perder tempo com os autores das sondagens, com os jornalistas, com o Ministério Púbico”, exemplificou.

Além disso, “tem de ter uma ideia central”, “a ideia de mudança tem que ser repetida até à exaustão”. Rio “tem que explicar também do ponto de vista das prioridades porque é que quer a mudança. Na minha opinião, a prioridade que ele deve enfatizar é a redução dos impostos para a classe média, para as pequenas e médias empresas”, disse, considerando que um PSD fraco, como está, enfraquece a democracia”.

Quanto ao CDS, o comentador vê um cenário ainda mais complicado do que o do PSD, apesar de Cristas ter estado "bem” e ter um bom programa eleitoral.

“O CDS está num beco ainda mais complicado, mais difícil e complexo que o do PSD. Está muito em baixo nas sondagens. Perdeu completamente relativamente às expectativas de há um ano. Não está a conseguir conquistar votos no PSD. E tem problemas internos”, afirmou, referindo-se a duas tendências que se vão tornar mais claras no futuro. Em todo o caso, Marques Mendes tem também a intuição de que o CDS vai ficar acima das sondagens, aconselhando ainda Cristas a ser “mais assertiva”.

Sobre o Bloco de Esquerda, o social-democrata considerou que o partido está “em alta”. “Faz as coisas com grande profissionalismo. O objetivo do BE é clarinho: quer ir para o governo. E se não for para o governo, pelo menos ter votação para influenciar as políticas do PS, para ser duro numa futura negociação com o governo”, notou.

Marques Mendes realçou por fim o discurso novo do Bloco de Esquerda, o discurso da estabilidade e das contas certas. “[O BE] não quer deixar o monopólio destes dois temas ao PS. Ou seja, Catarina Martins vai fazer uma campanha anti maioria absoluta”, analisou.

Quanto ao PCP, que terá a sua rentrée na próxima semana, “deu uma boa entrevista ao Expresso”. “É uma entrevista de pessoa genuína, goste-se ou não se goste”, disse o comentador.

Marques Mendes acredita que esta vai ser última campanha que Jerónimo de Sousa fará, enquanto líder, para legislativas. E que “depois de Jerónimo, o PCP se vai esvaziar ainda mais”.

Para o comentador, Jerónimo de Sousa “merece quase uma estátua, porque a sua autenticidade e a sua honestidade têm justificado muitos votos e credibilidade para o PCP.

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