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"Aquilo que é notório é a completa degradação dos serviços públicos"

Rui Rio comentou ainda o artigo do Financial Times que aponta Portugal como um exemplo. Quem o escreveu "não tem conhecimento daquilo que é o quotidiano aqui".

"Aquilo que é notório é a completa degradação dos serviços públicos"

Rui Rio destacou, no Marco de Canaveses, que é notória em Portugal uma degradação dos serviços: "Aquilo que é notório é a completa degradação dos serviços públicos", referiu, dando como exemplo o tempo que demora a deferir uma reforma. 

"As pessoas hoje reformam-se com 66 anos e muito, cada vez se reformam mais tarde por força do problema demográfico que o país tem, mas depois, na verdade, alguém que se reforme com 66 anos e meio 'mete os papéis para a reforma' e em muitos casos demora praticamente um ano. Na prática a pessoa reforma-se com 67 anos e tal, apenas porque os serviços administrativos não funcionam como deve ser", acusou o lider do PSD na Cercimarco.

"Se eu acumulei alguma poupança ao longo da vida, posso parar e depois quando vier a reforma logo se vê. Agora não é esse o caso da maior parte das pessoas", acrescentou.

Instado a comentar o artigo do Financial Times que fala de Portugal como um exemplo para a Europa, o líder da oposição revela não ter lido o artigo mas que "já lhe falaram": "É um editorial, é a opinião de alguém, de alguém que até está longe. Foi um jornalista que escreveu aquilo, é a opinião daquele jornalista. Está longe da Europa, particularmente está longe de Portugal e não tem conhecimento daquilo que é o quotidiano aqui".

Rio continua, afirmando que o jornalista "olha para aqueles números e diz assim: 'Olha o défice baixou'. Pronto, fica contente, acha que o défice baixou - a taxa de desemprego também baixou - mas depois é preciso ir ver estas coisas. A taxa de desemprego baixou, é verdade, pois se a economia internacional cresce, se a economia portuguesa quando este governo tomou conta da governação estava estabilizada, naturalmente que esses indicadores acabam por melhorar".

"Que emprego é que nós criámos? Criámos emprego relativamente precário e fundamentalmente de baixos salários. Aquilo que nós pretendemos é criar emprego mas fundamentalmente melhores empregos e salários mais altos. Para isso é preciso mudar o modelo de crescimento da economia portuguesa que tem de assentar em exportações e em investimento", concluiu. 

O primeiro-ministro, António Costa, foi alvo de vários elogios pelo conceituado britânico Financial Times. Num artigo publicado no domingo, o jornal revela que o trabalho feito em Portugal pela coligação de esquerda cujas perspetivas dão "alguma esperança" à Europa. 

No editorial, o Financial Times revela que "Costa tem razão para ser mais otimista" do que os seus congéneres europeus, apesar de ainda haver muito trabalho pela frente, nomeadamente no que toca à redução da dívida pública. 

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