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Despacho "precipitado" mas "radicalismo" mostra estado atual de CDS e PSD

O comentador residente da SIC comentou o despacho que marcou a atualidade política esta semana.

Despacho "precipitado" mas "radicalismo" mostra estado atual de CDS e PSD

Foi em modo 'uma no cravo, outra na ferradura' que Marques Mendes abordou o debate em torno do despacho que "estabelece as medidas administrativas" a implementar, de acordo com a lei de 2018 que "estabelece o direito à autodeterminação da identidade de género e expressão de género e o direito à proteção das características sexuais de cada pessoa".

Antes de mais, importa recuperar o ponto do despacho que mais críticas gerou entre parte da Direita. 

"As escolas devem garantir que a criança ou jovem, no exercício dos seus direitos, aceda às casas de banho e balneários, tendo sempre em consideração a sua vontade expressa e assegurando a sua intimidade e singularidade", lê-se no Despacho n.º 7247/2019, sobre o qual circula uma petição a pedir a suspensão, com mais de 30 mil assinantes. 

Sobre esta matéria, Marques Mendes considerou esta noite de domingo na antena da SIC que houve "exageros enormes de parte a parte" num tema "que é sério, sensível e importante".

"Primeiro ponto: acho que esta questão dos jovens ou crianças em processo de alteração de identidade de género se podia resolver sem despacho nenhum. Os professores, os diretores de escolas, em articulação com as famílias e encarregados d educação, ao abrigo da autonomia escolar, resolviam isto com toda a tranquilidade, sem burburinho", afirmou.

"Cada caso é um caso. Do meu ponto de vista não havia necessidade deste intervencionismo político de um despacho", reforçou.

"Segundo ponto: a haver um despacho, que no fundo é para concretizar uma lei aprovada há um ano - uns concordam outros discordam, mas a lei existe -, acho que o despacho tem sobretudo uma falha: foi precipitado, surgiu muito em cima da abertura do ano escolar".

Ainda que o despacho tenha "um propósito louvável", correu o risco de ser "incendiário" ao ser publicado "a um mês da abertura do ano letivo", disse ainda, acrescentando que "não havia necessidade, as coisas podiam ter sido de outra forma, com mais debate público".

De resto, os críticos do despacho também não escaparam a críticas de exagero por parte do antigo governante.

"A reação do CDS primeiro, e do PSD a seguir, é de um radicalismo ideológico sem sentido", atirou.

Para Marques Mendes, o tratamento dado ao caso foi "um exagero completo, como se o caso não merecesse uma certa atenção. Foi a politização deste tema, com um radicalismo sem sentido, que acho que dá muito bem a ideia do estado a que infelizmente chegaram o CDS e o PSD".

De resto, finalizou, "isto não contribuiu em nada , goste-se ou não da lei, o caso das centenas de crianças que têm uma questão que precisa de ser tratada com privacidade e discrição e não com alarido público".

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