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"Ryanair? Uma empresa não pode chegar aqui e fazer o que quiser"

Catarina Martins quer que o Governo acabe com os serviços mínimos na Ryanair. Considera que a companhia aérea "não cumpre a legislação laboral" e que o Governo deve penalizar a Ryanair.

"Ryanair? Uma empresa não pode chegar aqui e fazer o que quiser"

O Bloco de Esquerda está ao lado dos trabalhadores da Ryanair. Em declarações ao jornalistas na tarde desta quinta-feira, Catarina Martins, a coordenadora do partido, pretende que o Executivo liderado por António Costa acabe com os serviços mínimos que impôs aos trabalhadores e que penalize a Ryanair por não cumprir a legislação laboral portuguesa. 

"Já houve uma greve de escala europeia e não foram decretados os serviços mínimos porque a Ryanair não é um serviço público", recordou a líder bloquista, para quem o Governo está a "atacar os trabalhadores com os serviços mínimos". "É uma situação inaceitável", frisou. 

Catarina Martins estranha a posição do Governo e lembrou uma das propostas do partido aprovadas no Parlamento no ano passado.

"Há um ano o Bloco de Esquerda propôs na Assembleia da República, e foi aprovado também com os votos do PS, uma resolução para que o Governo enveredasse os esforços necessários para que a Ryanair respeitasse a lei portuguesa. E de há um ano para cá o que é que aconteceu? Absolutamente nada, exceto o Governo decretar os serviços mínimos", afirmou. 

"O Governo deve acabar com os serviços mínimos na Ryanair (...) e em vez de pressionar os trabalhadores, deve obrigar a Ryanair a cumprir a legislação portuguesa com os salários bases que a lei determina, com o pagamento de subsídio de férias e de Natal, com o pagamento de horas extraordinárias e com seguro de acidentes de trabalho", atirou Catarina Martins. 

A coordenadora do Bloco de Esquerda não quis comentar se havia uma relação entre a decisão do Governo de impor os serviços mínimos na Ryanair e a proximidade das eleições legislativas, mas insistiu na ideia de que o "Governo não pode pactuar com as ilegalidades da Ryanair", sublinhado que "uma empresa não pode chegar aqui e fazer o que quiser"

"Se acharmos que uma qualquer multinacional pode fazer o que quiser, deixam de existir direitos laborais e Portugal passa a viver na lei da selva, numa república das bananas", declarou. "O Governo não pode penalizar trabalhadores. Tem é de penalizar a Ryanair".

A greve dos tripulantes da Ryanair vai decorrer até ao próximo domingo. 

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