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CDU afirma que maioria dos madeirenses quer mudança política

A Madeira não precisa de mais um Governo Regional de maioria absoluta e a grande maioria dos residentes neste arquipélago deseja uma mudança política, livrando-se da "doença de inexistência de alternância", afirmou hoje a mandatária da candidatura da CDU.

CDU afirma que maioria dos madeirenses quer mudança política

"A Região Autónoma da Madeira não necessita de um novo Governo Regional de maioria absoluta", declarou Ana Salgueiro após a entrega da lista de candidatos da Coligação Democrática Unitária (PCP/PEV) às eleições legislativa da Madeira marcadas para 22 de setembro, no Tribunal da comarca da Madeira.

Para a responsável, não é "abusivo considerar que a grande maioria dos madeirenses e dos porto-santenses deseja uma mudança" política que permita ir "aliviando os muitos sintomas e sarando as muitas feridas deixadas no território e no tecido social da Madeira, por essa doença de 45 anos" que classificou de "inexistência de alternância política".

"A Madeira tem todos os sintomas sociais, culturais, económicos, políticos, até psicológicos, de uma doença que alastrou ao longo de 45 anos: a doença da inexistência de alternância política, alimentada pelo medo da mudança e geradora de enormes vícios de que muitos desses meus interlocutores se lastimavam", apontou.

A mandatária enunciou que esta alegada 'doença' foi geradora de "abuso de poder e irresponsabilidade política; corrupção e nepotismo; ausência de espírito crítico construtivo e de uma cultura de rigor e excelência; desrespeito por leis e regulamentos, por instituições e pessoas".

Por isso, mencionou que a região precisa de "um parlamento regional constituído por pessoas válidas, sérias, dedicadas à 'coisa pública', com provas dadas e disponíveis para o debate construtivo de ideias e de projetos que criem maior justiça social e sustentabilidade ecológica".

Ana Salgueiro referiu que "a CDU apresenta-se de novo, nas eleições legislativas regionais, com um programa eleitoral onde é evidente a defesa de uma política ecológica, onde justiça ambiental é indissociável de justiça social".

Também salientou que foi contrariada a ideia de que as pessoas não devem votar em partidos mais pequenos, dando como exemplo o que tem sido seguido com o que muitos denominaram de Governo de "geringonça" que passou pelo diálogo na defesa dos direitos dos portugueses.

A responsável complementou que, "à semelhança do que acontecerá com o programa eleitoral para as legislativas nacionais, também nas legislativas regionais, o programa eleitoral da CDU na Madeira será orientado pelos 12 compromissos definidos pelo PEV para os próximos ciclos eleitorais".

Agir pelo Clima; Melhorar os transportes públicos; Produzir e consumir local; Reduzir o uso de plásticos; Defender a Escola Pública; Reforçar o Serviço Nacional de Saúde ; Promover a Habitação para todos; Promover o desenvolvimento sustentável do interior do país e de zonas rurais; Travar a perda de biodiversidade; Diversificar a floresta; Lutar por direitos iguais e Promover a paz são os temas defendidos pela coligação, enunciou.

No parlamento da Madeira, composto por 47 deputados, de maioria social-democrata, a CDU tinha um grupo parlamentar composto por dois representantes, fruto dos 7.060 votos alcançados nas últimas legislativas regionais de 29 de março de 2015, sendo a quinta força política mais votada.

Esta coligação tinha o mesmo número de representantes do BE, seguindo-se o PTP e o deputado independente (ex-PND).

A lista da CDU da Madeira às eleições de 22 de setembro é encabeçada pelo coordenador do PCP, Edgar Silva, seguindo-se Sílvia Vasconcelos, Ricardo Lume, Alexandre Fernandes e Marco Fernandes.

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