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Zorrinho: Costa não pediu a socialistas para votar em Von der Leyen

Carlos Zorrinho negou hoje que o primeiro-ministro, António Costa, tenha pedido à delegação socialista ao Parlamento Europeu para votar 'sim' na eleição da alemã Ursula Von der Leyen para a presidência da Comissão Europeia.

Zorrinho: Costa não pediu a socialistas para votar em Von der Leyen

"Não houve pedido direto, mas o primeiro-ministro e a delegação socialista têm uma grande convergência de pontos de vista. Adivinhamos muito bem o que uns e outros sentem, e em tantos anos nunca senti que fosse necessário qualquer pedido. Foi a mesma interpretação daquilo que é o interesse nacional", esclareceu o líder da delegação do Partido Socialista ao Parlamento Europeu (PE).

O eurodeputado socialista, que falava aos jornalistas em Estrasburgo, onde hoje decorre a votação para eleger Von der Leyen como presidente da Comissão Europeia, referia-se à posição assumida na segunda-feira por António Costa que, numa série de publicações na rede social Twitter, saudou os compromissos assumidos pela política alemã na carta endereçada à bancada dos Socialistas e Democratas (S&D), onde tem assento o PS.

Carlos Zorrinho considerou mesmo que Von der Leyen, no debate hoje no plenário, "foi ainda mais convincente do que aquilo que tinha sido na carta que enviou ao S&D", ao cobrir "alguns temas que tinham ficado um pouco a descoberto, como o das migrações, o do Estado de Direito", e ao voltar a insistir "na importância do investimento, da flexibilidade, do pilar social".

"Digo que ela foi mais convincente porque um dos riscos óbvios quando uma carta é enviada a vários grupos políticos é que ela seja adaptada àquilo que cada grupo político quer ouvir. Aqui no PE ela teve de ser ela própria", explicou.

Por isso, e apesar do voto ser secreto, o eurodeputado socialista estima que "um número muito substantivo" dos seus colegas de bancada irão votar a favor da candidata pertencente ao Partido Popular Europeu (PPE), na eleição agendada para as 18:00 em Estrasburgo (menos uma hora em Lisboa).

"A questão fundamental que se coloca é saber se estes compromissos colocados em texto se irão ou não concretizar. É isso que hoje à tarde o grupo S&D vai debater e do resultado desse debate sairá uma posição do grupo. Nós, delegação portuguesa, já tivemos oportunidade de dizer e voltaremos a dizer hoje que entendemos que se estivermos envolvidos desde o primeiro momento na solução temos mais capacidade de exigir aquilo que agora é compromisso da senhora Von der Leyen", recordou.

O chefe da delegação do PS defendeu que os membros da sua bancada não devem deixar a outros grupos o suporte à candidata indigitada pelo Conselho Europeu.

"Tem de ser um suporte alargado, mas se estivermos nessa base de suporte temos condições para exigir aquilo que está comprometido por escrito e que foi hoje reiterado em plenário", insistiu.

A política alemã necessita obter uma maioria absoluta - metade dos eurodeputados mais um -- para suceder ao luxemburguês Jean-Claude Juncker na presidência do executivo comunitário.

Neste momento, o número de eurodeputados que compõem o hemiciclo é de 747 e não 751, pelo que a política alemã necessitaria de 374 votos favoráveis, vindos do seu PPE, dos socialistas e dos liberais, que juntos somam 444 assentos.

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