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"PS sofreu uma situação traumática" e "teve grande maturidade"

O primeiro-ministro marcou presença, esta quinta-feira, no programa da TVI24 'Circulatura do Quadrado'.

"PS sofreu uma situação traumática" e "teve grande maturidade"

António Costa regressou, esta quinta-feira, à 'Circulatura do Quadrado'. Neste reencontro, o primeiro-ministro defendeu que, "hoje, é relativamente pacífico que os receios que muitos tinham no início eram manifestamente infundados, que os resultados são bons e vale a pena continuar no caminho certo". O socialista refere-se, em concreto, à Geringonça.

Já questionado relativamente a uma reedição do acordo que sustenta este Governo, Costa atirou: "Quando uma solução funciona, faz sentido mudar? Se desejo um reforço da posição do PS? Claro que sim. É evidente que quanto mais força tiver o Partido Socialista, melhores são as condições de governação. As pessoas votam ou não votam não em função do que eu peço, mas em função da avaliação que fazem do meu trabalho, da capacidade que tenho, que mereço e do que me proponho fazer na próxima legislatura. O PS deseja ter o melhor resultado eleitoral possível e terá o resultado que os portugueses entenderem que merece".

O chefe de Governo recusou a ideia "de que os políticos é que decidem quais são as condições que têm para governar". Essa visão, advoga, "não adere à realidade. Em democracia, quem define as condições de governação, é quem vota, os cidadãos. Os políticos têm de trabalhar com as ferramentas que lhes dão".

E esta legislatura, acrescentou, "demonstrou que não há esta ideia que durante muito tempo vigorou em Portugal, de que estávamos prisioneiros de um conceito de arco da governação, onde só PS, PSD e CDS podiam participar no governo. Hoje verificamos que há mais soluções, o que permitiu enriquecer a democracria. O que é fundamental na democracria é a existência de alternativas".

Tecendo uma análise de quatro anos Geringonça, Costa recordou que, inicialmente, a "Direita começou a legislatura a dizer que tudo o que prometíamos fazer era impossível. E agora que fizemos tudo aquilo que prometemos, dizem que é manifestamente insuficiente".

Costa recusou a ideia de que o Governo tem direcionado o enfoque das políticas apenas para os funcionários públicos. "Não deixámos foi de olhar para eles", justificou. Aliás, "repusemos o que o Tribunal Constitucional tinha dito que era essencial repor", nomeadamente "o horário, os salários e o direito à carreira". Por sua vez, no privado, "o rendimento médio mensal subiu, nesta legislatura, 8,2% e não foi de reposição de cortes. Nestes quatro anos, o salário mínimo subiu 20%".

Para além disso, enumerou, "repusemos os cortes nas pensões, os portugueses vão pagar menos 2 mil milhões de euros de juros e há 350 mil novos postos de trabalho". Quantos aos impostos, "ao longo da legislatura, fomos reduzindo os que incidem sobre o trabalho, desde a sobretaxa, à melhoria da progressividade".

Com efeito, o chefe de Estado defende que não pode aceitar "que em relação aquilo que disseram que era impossível alcançar, agora que está alcançado, digam que deveria ter feito mais". 

"Se tiver alguma suspeita de corrupção dentro ou fora do PS, denuncio" 

Quanto o tema corrupção foi colocado 'em cima da mesa', Costa foi confrontado com o caso Sócrates. O primeiro-ministro defendeu que tem "a certeza que, no PS, as pessoas não conheciam os factos que têm vindo a público". E não quer entrar na "lógica populista" de se antecipar "naquilo que é próprio num Estado de Direito: ninguém está a cima da lei e se há suspeita deve ser investigado. Até então, prevalece a presunção de inocência. Começamos a ser derrotados pelos populismos quando começamos a comportar-nos como os populistas", defende. 

Afiançou Costa que se alguma vez "tiver alguma suspeita de corrupção dentro ou fora do PS", denunciará "às autoridades. Enquanto responsável político, aquilo que fiz quando tive responsabilidade de contribuir ativamente para o combate da corrupção, foi criar instrumentos para que assim fosse".  

Ainda em relação ao caso Sócrates, o chefe de Estado acredita que "o PS sofreu uma situação traumática de ver acusações gravíssimas caírem sobre um líder seu, que era muito apreciado no partido e com quem tínhamos relações de amizade. E o PS teve grande maturidade". Já em outros tempos e "noutras maiorias", recorda, "o que houve foi uma asfixia do Ministério Público até à prescrição de diversos casos". 

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