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União em Estrasburgo impede extrema-direita de presidir a comissões

Os principais grupos políticos no Parlamento Europeu (PE) juntaram-se hoje num "cordão sanitário" para afastar a extrema-direita de cargos de influência impedindo-a de assumir as presidências de comissões parlamentares da assembleia europeia.

União em Estrasburgo impede extrema-direita de presidir a comissões

O novo grupo Identidade e Democracia (ID), que integra nomeadamente a Liga de Matteo Salvini e a União Nacional de Marine Le Pen, pretendia entre outras a presidência das comissões da Agricultura e dos Assuntos Jurídicos.

Contudo, o Partido Popular Europeu (PPE, os Socialistas & Democratas (S&D), os liberais do Renovar a Europa (RE) e os Verdes cerraram fileiras e impediram que a francesa Maxette Pirbakas (União Nacional) obtivesse os votos necessários para assumir a comissão de Agricultura, elegendo no seu lugar, por ampla maioria, o alemão Norbert Lins (PPE).

Os "grandes" conseguiram, da mesma forma, impedir que a presidência da comissão de Assuntos Jurídicos ficasse nas mãos do francês Gilles Lebreton (União Nacional), votando na britânica Lucy Nethsingha, dos liberais.

Lebreton criticou a estratégia, qualificando-a de "negação da democracia", e defendeu que o grupo ID, quinta força no PE com 73 deputados, "devia ter um número de cargos de responsabilidade equivalente ao seu peso eleitoral".

A regra de repartição dos cargos-chave no PE prevê que eles reflitam o peso dos grupos políticos na assembleia.

Uma distribuição de presidências em linha com os resultados das eleições europeias de maio passado daria sete ao Partido Popular Europeu (PPE), maior família política, cinco aos Socialistas Europeus, três ao 'novo' Renovar a Europa (ex-ALDE, liberais), e duas aos Verdes, tantas quantas ao ID e ao Grupo de Esquerda Unitária.

Mas os principais grupos uniram-se nas votações hoje realizadas, argumentando que a extrema-direita não tem legitimidade para reivindicar cargos numa instituição que não respeita.

Outra possível presidência que suscitava apreensão, sobretudo, aos Socialistas e grupos mais à esquerda, acabou por não se verificar.

Foi o caso da comissão de Negócios Estrangeiros, para a qual teoricamente podia ser eleito um membro do Fidesz de Viktor Orbán, terceira maior delegação dentro do PPE, mas que acabou por eleger o conservador alemão David McAllister.

As comissões parlamentares têm um papel importante no funcionamento do PE, estando nomeadamente na primeira linha das negociações de legislação com a Comissão Europeia e os Estados-membros, antes da votação em plenário.

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