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PS diz que metro em Loures é decisão metropolitana

O PS afirmou hoje que compete à Área Metropolitana de Lisboa (AML) decidir a solução para os transportes públicos de Loures, enquanto PCP e PSD recordaram que o metro naquele município já foi opção dos socialistas há 10 anos.

PS diz que metro em Loures é decisão metropolitana
Notícias ao Minuto

12:24 - 05/07/19 por Lusa

Política Transportes

No plenário da Assembleia da República, o deputado do PS Ricardo Bexiga referiu que a aplicação do investimento em transportes públicos "não é hoje competência do governo, mas sim competência das áreas metropolitanas", salientando que caberá à Área Metropolitana de Lisboa "decidir qual a melhor solução para garantir uma eficaz rede de transporte publico no corredor de Loures".

Segundo Ricardo Bexiga, a bancada socialista "não tem dúvidas" de que "é essencial a expansão" da rede de transportes públicos para Loures, um "território fortemente urbanizado sem meios de transportes eficientes para responder às necessidades da população".

Lançando críticas ao estado em que o anterior Governo de coligação PSD/CDS-PP deixou os transportes públicos, Ricardo Bexiga lembrou que o metro "não é uma solução de transporte milagrosa" e que "não tem vocação de ser transporte suburbano".

Ainda assim, reiterou, cabe à AML a decisão da melhor solução depois de realizados os estudos necessários.

Pelo PCP, o deputado Duarte Alves recordou as promessas de há uma década da então secretária de Estado dos Transportes Ana Paula Vitorino (PS), de que o metro iria chegar ao concelho de Loures em 2015.

"O eixo prioritário da expansão [do metropolitano] é a zona oriental de Lisboa e não foi aposta este eixo prioritário", disse Duarte Alves, afirmando que a expansão proposta pelo atual Governo "não serve sequer o centro de Lisboa" e que é necessário "tomar opções a pensar no futuro", com a expansão do metro para Alcântara e para Loures.

Carlos Silva, do PSD, recuou igualmente a 2009, lembrando as promessas do então partido socialista no Governo, pela mão de Ana Paula Vitorino, de expansão do metro a Loures.

"Dez anos depois, o mesmo Governo PS esqueceu o que prometeu e opta por um projeto que prejudicando severamente centenas de milhar de utentes da Linha Amarela, criando um carrossel para turistas na baixa de Lisboa, quebrando o acesso direto que existe hoje em dia às zonas a norte da Segunda Circular", afirmou.

Desta forma, falando em nome dos sociais-democratas, Carlos Silva, pediu a "suspensão imediata da linha carrossel" e que se "façam estudos técnicos de viabilidade económica da expansão a Loures" do metropolitano.

Já o deputado do PAN, André Silva, defendeu a "implementação de um novo modelo de mobilidade urbana, mais assente no transporte público, que permita cidades descarbonizadas e com melhor qualidade de vida".

André Silva afirmou que se tem assistido a um "elevado desinvestimento na rede" do metro, traduzido na falta de manutenção dos comboios e das estações, bem como na redução do número de trabalhadores.

O deputado do PAN recomenda a expansão da rede do metro para outros concelhos e outras zonas da capital, como Loures, Sintra e a zona ocidental de Lisboa - nomeadamente Alcântara, Ajuda e Belém -, uma medida que considera "essencial para a redução do tráfego rodoviário e para o reforço da mobilidade sustentável".

À semelhança do PAN, o BE defende a expansão do metro ao concelho de Loures, lembrando que se trata de uma reivindicação "com mais de 30 anos", já que este é "um importante ponto de partida de famílias que se deslocam a Lisboa e que perdem horas no trânsito devido aos insuficientes transportes públicos".

Isabel Pires criticou o facto de "mais de dois milhões de euros" serem uma linha do metro circular, quando a rede "ainda não chega a áreas fulcrais da Área Metropolitana de Lisboa", defendendo por isso uma expansão, para ser "respondida esta reivindicação justa das populações".

Os deputados discutiram hoje uma petição, com mais de 31 mil assinaturas, que reivindica a expansão do Metropolitano de Lisboa às cidades de Loures e de Sacavém, lançada pela Câmara Municipal de Loures, no distrito de Lisboa, em junho de 2017.

A petição defende a concretização da extensão do metro a Santo António dos Cavaleiros, Loures, Infantado, Portela e Sacavém.

O Governo anunciou em maio de 2017 que o Metropolitano de Lisboa irá ter mais duas estações - Estrela e Santos -, num investimento de 210 milhões de euros até 2023.

Estão ainda previstas novas estações nas Amoreiras e em Campo de Ourique, embora nestes dois casos sem uma data prevista de conclusão.

De acordo com o plano de desenvolvimento operacional da rede, em Lisboa está prevista uma ligação da estação do Rato (atual Linha Amarela) ao Cais do Sodré (Linha Verde), com duas novas estações na Estrela e em Santos.

Contudo, o atual traçado da Linha Amarela, que liga as estações de Odivelas ao Rato, irá, segundo o novo plano, sofrer alterações de percurso e passará a integrar também a estação de Telheiras (Linha Verde).

Assim, segundo o novo plano, a Linha Amarela passará a ligar Odivelas a Telheiras (com desvio no Campo Grande) e as restantes atuais estações que fazem parte desta linha (Cidade Universitária-Rato) passarão a fazer parte da Verde, que irá assumir um trajeto circular.

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