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João Ferreira espera que discussão de nomes na UE faça debater políticas

O eurodeputado comunista João Ferreira disse hoje esperar que o debate na União Europeia deve rapidamente evoluir do atual, sobre os nomes de quem dirigirá as instituições europeias, para as políticas que devem ser seguidas.

João Ferreira espera que discussão de nomes na UE faça debater políticas
Notícias ao Minuto

14:08 - 02/07/19 por Lusa

Política PCP

Em declarações aos jornalistas, em Estrasburgo, no dia de 'inauguração' da nona legislatura do Parlamento Europeu, que ocorre em simultâneo com uma nova reunião, em Bruxelas, dos chefes de Estado e de Governo da UE para tentar ultrapassar o impasse sobre quem dirigirá a União nos próximos cinco anos, João Ferreira considerou que "seria útil deslocar um pouco a discussão de cargos e das pessoas para o plano das políticas".

"Eu creio que, isso poderia sempre ser uma ajuda a um desbloquear de caminho, ou não, não sei. Agora, inevitavelmente nós temos que passar desta discussão de pessoas e de cargos para a discussão de políticas", declarou.

E, no plano da discussão política, sustentou que, "das duas, uma": ou se insiste "num caminho que tem levado a desigualdades, nomeadamente nas relações entre os países, como alguns querem fazer, até aprofundando esse caminho", ou, em alternativa, "questionamos esse caminho, necessariamente questionando também as politicas que têm estado em vigor".

Para João Ferreira, é necessário perceber "a necessidade de um processo de integração e de cooperação entre Estados do qual resultem benefícios mútuos, e não aquilo que se tem visto, em que o benefício de uns é alcançado à conta do prejuízo de outros".

"Portanto esta é uma discussão necessária, e que necessariamente sobrevirá àquela que atualmente está em cima da mesa", afirmou.

O deputado do PCP comentou que o atual impasse em Bruxelas nas negociações para os lugares de topo da UE resulta de uma nova realidade política, designadamente "a diminuição do poder relativo das duas grandes famílias políticas que controlavam o cenário das instituições da União Europeia", Partido Popular Europeu e Socialistas Europeu, que "levou à necessidade de uma redefinição de pesos e de trazer para esse grande consenso que determina as políticas da UE outras famílias políticas, normalmente também alinhadas com estas duas, nomeadamente os Liberais e eventualmente os Verdes também".

"Houve uma primeira tentativa, ao que parece, de reforçar o chamado eixo franco-alemão, com uma distribuição de cargos que se centrou muito no núcleo de países fundadores, que têm tido uma visão do aprofundamento federalista da integração europeia", observou, considerando que o impasse resultou da reação dos países do Leste europeu e de Itália, que se sentiram excluídos.

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