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Carlos César reivindica resultados só do PS e pede "maioria expressiva"

O líder parlamentar socialista considerou hoje fundamental uma vitória com "maioria expressiva" nas eleições legislativas para evitar bloqueios e inércias e reivindicou para o PS, não para o PCP ou Bloco, a responsabilidade pelos resultados na economia.

Carlos César reivindica resultados só do PS e pede "maioria expressiva"
Notícias ao Minuto

10:56 - 25/06/19 por Lusa

Política PS

Estas posições foram assumidas por Carlos César no discurso de abertura do último dia de Jornadas Parlamentares do PS, que se iniciaram na segunda-feira em Viseu, num discurso em que nunca assumiu a meta de uma maioria absoluta, mas em que procurou salientar duas ideias: O seu partido "aprendeu com os erros do passado" e precisa agora de obter uma "maioria expressiva" nas próximas eleições legislativas para "evitar bloqueios" e libertar-se de "inércias".

O líder da bancada do PS começou por reconhecer que o atual Governo só cumpriu a legislatura graças ao apoio dos seus parceiros de esquerda no parlamento, o PCP, o Bloco de Esquerda e o PEV, mas retirou a estes partidos qualquer responsabilidade ao nível dos resultados da economia, designadamente em matérias de aumento do investimento, redução acentuada do défice e do desemprego, e melhoria da credibilidade internacional do país.

"Se é verdade que tivemos a ajuda da maioria parlamentar do PEV, do BE e do PCP para cimentar a recuperação social, tivemos por outro lado a difícil e bem sucedida missão de recuperar a confiança, de recuperar a economia, de equilibrar as finanças públicas, não permitindo aventuras orçamentais que nos levariam ao colapso e à desconfiança internacional. Passámos a crescer mais do que a maioria dos Estados-membros da zona euro e da União Europeia, gerámos centenas de milhares de empregos em Portugal - e isso não aconteceu por os empresários ou os investidores nacionais ou estrangeiros se terem encantado com o Governo anterior [PSD/CDS-PP de Passos Coelho], ou se terem enamorado pelos comunistas ou esquerda do Bloco", alegou Carlos César.

De acordo com Carlos César, esse percurso do país "deveu-se a políticas no centro das quais esteve e está o PS sob a liderança de António Costa e deveu-se à garantia do que representa o PS na condução de políticas amigas da economia".

"Contámos com a ajuda de outros partidos, mas o PS precisa de contar mais, precisa deter mais força para prosseguir este caminho sem bloqueios, sem constantes dificuldades, sem inércias. Para isso, precisamos de uma grande votação, de uma grande manifestação de confiança dos portugueses nas próximas eleições", declarou o presidente do Grupo Parlamentar do PS, antes de se referir de forma indireta ao período dos executivos de José Sócrates.

Segundo Carlos César, o PS "aprendeu com o passado - e a maior parte dos portugueses já não tem dúvidas sobre isso".

"Nós aprendemos com os nossos erros e, ao longo desta legislatura, reafirmámos um contrato com os portugueses de confiança de que resultaram enormes progressos na economia e no bem-estar das famílias", sustentou.

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