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Excedente orçamental "prova que se pode investir mais" nos transportes

A coordenadora do BE, Catarina Martins, defendeu hoje que o excedente orçamental registado no primeiro trimestre "é a prova de que se pode investir mais", e pediu a contratação imediata de mais trabalhadores para os transportes públicos.

Excedente orçamental "prova que se pode investir mais" nos transportes

Durante uma visita à estação de metro do Marquês de Pombal, em Lisboa, Catarina Martins considerou que "uma medida muito bem-sucedida" como a redução dos passes sociais está a ser "ensombrada" pela falta de investimento nos transportes públicos, nomeadamente ao nível dos recursos humanos.

"Faltar gente é o primeiro problema dos transportes coletivos e do metro. Nos últimos anos, reformaram-se 200 trabalhadores e não foram substituídos: não há gente suficiente nas bilheteiras, não há maquinistas suficientes, não há gente suficiente na manutenção", apontou, durante uma visita guiada pela estação conduzida pela Comissão de Trabalhadores do Metropolitano de Lisboa.

Catarina Martins salientou que a redução dos passes sociais gerou um aumento de 160 mil utilizadores dos transportes coletivos "só na Área Metropolitana de Lisboa".

"É essencial - e pode ser feito já, para que a passes mais baratos correspondam também melhores transportes coletivos -- a contratação dos trabalhadores que faltam para responder a toda a população", apelou.

Questionada sobre o anúncio de hoje do Instituto Nacional de Estatística de que Portugal registou um excedente orçamental de 0,4% do PIB até março, face ao défice de 1% no período homólogo, Catarina Martins defendeu que esta folga seja direcionada para o investimento, nomeadamente na área dos transportes.

"O excedente é a prova de que se pode investir mais: investir nos transportes coletivos é essencial para aumentar a mobilidade e responder à emergência climática. Não investir hoje nos transportes coletivos por décimas do défice quer dizer aumentar a dívida por falta de transportes e quer dizer aumentar a crise climática que já se sente no nosso país", avisou a coordenadora do BE.

Na visita pela estação do Marquês, a meio da tarde já se registavam filas para a compra de passes -- apesar de não ser ainda fim do mês -- e, se ainda não havia enchentes na plataforma, as carruagens da Linha Azul em direção à Reboleira já partiam com os passageiros de pé.

O problema, alertou Paulo Alves da Comissão de Trabalhadores, poderá agravar-se no período de verão, em que há maior concentração de férias dos trabalhadores.

"Haverá menos comboios e um maior intervalo entre comboios", prevê.

Catarina Martins saudou que já tenham sido encomendadas novas carruagens para o metro, mas alertou que estas só estarão em funcionamento em 2023.

"Até lá, é preciso aumentar o seu número e isso faz-se com mais trabalhadores para que nenhuma carruagem fique parada, para que na manutenção não se perca muito tempo", apelou, alertando que, mesmo que sejam feitas contratações imediatas, os trabalhadores só estarão aptos dentro de três ou quatro meses por exigências de formação.

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