Meteorologia

  • 20 JULHO 2019
Tempo
18º
MIN 17º MÁX 20º

Edição

Bloco questiona passivo ambiental na Companhia de Fornos Elétricos

O BE quer saber se o Governo tem conhecimento do real passivo ambiental de resíduos tóxicos nas instalações da antiga Companhia Portuguesa de Fornos Elétricos, em Canas de Senhorim, no concelho de Nelas, distrito de Viseu.

Bloco questiona passivo ambiental na Companhia de Fornos Elétricos

Na pergunta enviada ao Ministério do Ambiente e da Transição Energética, a deputada do BE Maria Manuel Rola explica que desde 2013, e segundo um relatório da sua autoria, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) conhece a existência de resíduos contaminados com metais pesados como mercúrio e chumbo no interior das instalações da antiga Companhia Portuguesa de Fornos Elétricos, localizada em Canas de Senhorim.

"O chumbo e o mercúrio são metais pesados que apresentam toxicidade para os seres humanos e seres vivos, podendo causar várias doenças (...). Apenas em 2019, a CCDRC iniciou o processo de contraordenação para com a Caixa Geral de Depósitos [atual proprietária das instalações], apesar da notificação para a remoção dos resíduos ter sido emitida em 2016", refere.

O BE quer saber se o Governo tem conhecimento da situação e do real passivo depositado nos três hectares de terreno.

"Quantas toneladas de cada resíduo estão depositadas naquele local? Existe programa de reconversão ambiental deste espaço", questiona o partido.

Adianta ainda que, em 2018, o presidente da Câmara de Nelas revelou a aceitação da proposta de compra, à Caixa Geral de Depósitos, das antigas instalações dos Fornos Elétricos.

Essa proposta envolve o pagamento, em 10 anos, de 420 mil euros, condicionado ao apoio para a recuperação do passivo ambiental, no valor de cerca de 300 mil euros, e de um apoio para a requalificação do espaço para uma nova área de acolhimento empresarial, com 13 lotes destinados a empresas.

Realça ainda que tendo em conta a estimativa dos materiais ali armazenados, esta requalificação encontra-se estimada em cerca de 1,7 milhões de euros.

Segundo o BE, existe também no local um reservatório de água que terá sido utilizado nos últimos anos, nomeadamente para o combate aos incêndios florestais, ou ainda para utilização industrial, o que poderá ter levado a contaminação por metais pesados os solos e ecossistemas em que esta água tenha sido utilizada.

"Tanto quanto foi reportado (...) e segundo a resposta da Agência Portuguesa do Ambiente, esta água não terá sido analisada, pelo que o seu nível de contaminação é, até ao momento, desconhecida, mesmo havendo indícios de que este local não é estanque e que a água tem sido utilizada para outros fins", sublinha.

Neste âmbito, o BE quer saber se o Governo está a considerar fazer as necessárias análises à água armazenada no depósito.

"Que motivo levou a que estas análises não fossem efetuadas aquando do conhecimento da toxicidade dos materiais ali armazenados", pergunta a deputada bloquista.

Maria Manuel Rola pretende ainda saber de que forma e com que cronograma pretende o Governo dar resposta à devida remoção dos resíduos ali existentes.

Recomendados para si

Seja sempre o primeiro a saber.
Acompanhe o site eleito pelo segundo ano consecutivo Escolha do Consumidor.
Descarregue a nossa App gratuita.

Apple Store Download Google Play Download

Campo obrigatório