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"Geringonça entende-se lindamente... a distribuir dinheiro"

Para o social-democrata e comentador político “não haverá” uma nova Geringonça, pelo menos não com acordos assinados como aconteceu no início da atual legislatura até porque nos próximos anos “haverá menos dinheiro para distribuir” e será preciso fazer “reformas”, questões nas quais os partidos da Esquerda não conseguem chegar a consenso.

"Geringonça entende-se lindamente... a distribuir dinheiro"

A cerca de quatro meses das eleições legislativas, Luís Marques Mendes destaca que a “Gerigonça já teve dias melhores” e que o futuro não se augura passível a um novo acordo nos mesmos termos em o atual vigora.

“Eles entendem-se sempre lindamente numa coisa: distribuir dinheiro. Em tudo o que já não é dar dinheiro e distribuir benesses eles não se entendem e estas são as questões de fundo”, disse, este domingo, Luís Marques Mendes no ‘Jornal da Noite’ da SIC.

Face ao exposto, o comentador apontou que “no futuro haverá menos dinheiro para distribuir e mais reformas para se realizar", razão pela qual acredita que uma "Geringonça, tal como esta existe, de acordos assinados, isso não voltaremos a ter”.

Já para não falar, recorda, que esta é também uma questão que está dependente do resultado eleitoral do PS que “está com a obsessão da maioria absoluta”, uma obsessão, defende, que está patente na “preocupação de chegar ao eleitorado do centro e esvaziar a Esquerda do PCP que tem vindo a perder eleição após eleição”.

Chegados aqui, Marques Mendes debruça-se sobre a relação do PS com o PSD, acusando António Costa de levar a cabo uma “jogada política de esperteza” e de encarar o maior partido da oposição como se fosse o “112” para uma emergência.

Referindo-se novamente à discussão em torno da Lei de Bases da Saúde,  Marques Mendes explica que a “jogada política de esperteza” de António Costa é a de “querer substituir a derrota, que era não conseguir a aprovação da medida, por uma dupla vitória: a aprovação da lei e como o consegue com o PSD pode dizer que é fantástico porque negoceia com Esquerda e Direita”.

“Parece que o PSD é uma espécie de pronto-socorro para António Costa que quando não consegue resolver um problema à Esquerda vê no PSD o 112”, atira, considerando ainda que “isto não é uma forma elegante de tratar o PSD”.

E a propósito da notícia avançada pelo Expresso este sábado, ‘Governo conta com Rui Rio para seis dossiês quentes no fim da legislatura’, Marques Mendes diz que o que “Costa está a propor ao PSD é um presente envenenado porque ao aprovar a lei a três meses das eleições está a reforçar as semelhanças entre os dois partidos ao invés de acentuar as diferenças e ao mesmo tempo faz do PSD um partido-muleta”.

“Acho que é um exercício de taticismo e calculismo um bocadinho inaceitável”, finalizou.

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