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Rejeitada opção 100% vegetal do PAN em eventos públicos no Porto

A Assembleia Municipal do Porto rejeitou na quarta-feira a proposta do PAN para desenvelver na cidade uma estratégia amiga de uma alimentação 100% vegetal, com esta opção presente em todos os eventos públicos.

Rejeitada opção 100% vegetal do PAN em eventos públicos no Porto

A recomendação intitulada 'Por um Porto veg-friendly', apresentada na Assembleia Municipal do Porto pela deputada Bebiana Cunha, previa o desenvolvimento de uma estratégia de promoção do consumo de vegetais e a redução de carne.

Para o PAN, a par do que já se verifica nas cantinas escolares, é necessário prever a opção 100% vegetal em todos os eventos públicos que incluam catering, como também oferecer formação em cozinha vegetariana nas cantinas municipais.

O deputado municipal da CDU Belmiro Magalhães disse que esta proposta do PAN levanta algumas reservas, uma vez que não compete à autarquia assumir juízos de valor nesta matéria, nem a promoção deste tipo de alimentação.

Já o deputado do movimento independente de Rui Moreira Nuno Caiano sublinhou que seria "até uma irresponsabilidade" estar a impor um regime alimentar quando os resultados dos estudos ainda não são conclusivos.

Na proposta, o PAN alertou para os problemas de saúde associados ao consumo regular de carne e para os impactos ambientais do seu consumo intensivo, razão pela qual quer posicionar o Porto "na vanguarda da sustentabilidade, da diminuição da pegada ecológica e das preocupações com o bem-estar animal".

A recomendação vai ser também apresentada pelo grupo municipal do PAN na Assembleia Municipal de Lisboa, no dia 18 de junho.

Segundo o PAN, as recomendações para Lisboa e Porto visam, "essencialmente, desenvolver uma estratégia para se declarar as cidades veg-friendly".

Na mesma sessão, o PAN apresentou ainda uma outra proposta, também rejeitada, que propunha à autarquia ponderar o apoio e a adesão à Rede de Cidades Arco Íris (Rainbow Cities Network ), uma rede internacional de cidades interessadas na defesa dos direitos da comunidade Lésbica, Gay, Bissexual, Trans e Intersexo (LGBTI), que tem por base a partilha de boas práticas, métodos e abordagens para lutar contra a discriminação de pessoas LGBTI, podendo qualquer cidade europeia com uma política ativa nesta área aderir.

A proposta foi rejeitada pelos grupos municipais do PSD e pelo movimento Rui Moreira: Porto, o Nosso Partido por entenderem que o Porto é uma cidade inclusiva, mas que não deve "promover interesses de determinados grupos".

Já o Bloco de Esquerda votou ao lado do PS que sublinhou, através do deputado Braga de Carvalho, que direitos como o da adoção, por exemplo, só recentemente foram consagrados pela lei.

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