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Berardo? A "desresponsabilização" a "amnésia" e a "habilidocracia"

Perante os cenários que o país atravessa, Joaquim Jorge acredita que "a abstenção deveria ser muito maior".

Berardo? A "desresponsabilização" a "amnésia" e a "habilidocracia"

“Não sei de nada”, “não fui eu”, “não me recordo”. Afinal, o que se passou com Joe Berardo numa das audições da Comissão de Inquérito da CGD? E com Vítor Constâncio? No entendimento de Joaquim Jorge, em causa está uma "desresponsabilização e uma amnésia extraordinárias".

Com efeito, a política em Portugal, com base "nestes exemplos", "continua a cavar um fosso enorme entre os cidadãos e a atividade política, quer dos políticos, quer dos dirigentes que administram o nosso dinheiro", defende o comentador num texto enviado à redação do Notícias ao Minuto.

Ora, defende o fundador do Clube dos Pensadores, "as pessoas que vão trabalhar todos os dias, que pagam os seus impostos religiosamente e fazem enorme ginástica para chegar ao fim do mês, não entendem este tipo de situações em que não se pune quem se deve punir e, chega-se ao fim, é uma mão cheia de nada. Vivemos num regime de 'habilidocracia'".

Mas, adverte o biólogo de formação, "este tipo de habilidades pode acabar com a democracia. Estamos na era da banalização da desresponsabilização e, agora, da amnésia dos políticos que têm levado à indiferença dos cidadãos em relação ao mundo em que a sua reputação e legitimidade está nas ruas da amargura".

São situações como esta que fazem com que Portugal se esteja a transformar "num país faz de conta, de cobardes, de ladrões, de corruptos e de sem lei". Somos "um país de paródia, sem direito, sem razão, sem uniformidade, sem equidade, sem rigor, sem dignidade, sem imparcialidade". Somos, como reforça Joaquim Jorge, "um país em que a única coisa que funciona bem é cobrar impostos para quem trabalha por conta de outrém e com menos posses. Portugal é um país que não se pode levar a sério e quem é sério está tramado, passa por lorpa e não tem futuro".

Perante os cenários que o país atravessa, o comentador acredita que "a abstenção deveria ser muito maior". Portugal, defende, "tem um problema muito grande: vive numa democracia sem votantes o que o torna politicamente insustentável. Outro dos maiores problemas da nossa democracia é a formulação de leis que debilitam o nosso sistema político", remata.

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