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Prémios na TAP é "uma história muito mal contada e inexplicável"

A coordenadora do BE considerou hoje que a atribuição de prémios na TAP é "uma história muito mal contada e inexplicável", defendendo a discussão da forma como a empresa é gerida, porque a posição do Estado é "frágil demais".

Prémios na TAP é "uma história muito mal contada e inexplicável"

No final da audiência de cerca de uma hora com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém, Catarina Martins foi questionada pelos jornalistas sobre os prémios atribuídos na TAP a apenas alguns trabalhadores.

"A atribuição de bónus da empresa que está a ter prejuízos parece-nos absolutamente desproporcionada, injustificada. Se ainda por cima, para um grupo de trabalhadores face ao conjunto de trabalhadores que têm problemas laborais para resolver na empresa, enfim, tudo isto é no mínimo uma história muito mal contada e inexplicável", condenou.

Na opinião da líder do BE, "sendo a TAP participada pelo Estado também", é "incompreensível que a administração decida dar bónus aparentemente sem que o Governo tenha sido ouvido ou sequer concorde".

"O que esperamos é que se fale da forma como a TAP é gerida. O Bloco já o disse antes, que uma posição do Estado na TAP em que o Estado acaba de facto por não ter capacidade para tomar decisões de gestão é uma posição frágil demais para o que precisaríamos na nossa companhia de bandeira", apontou.

Sobre a reunião entre o Governo e o conselho de administração da TAP na sequência da atribuição destes prémios, Catarina Martins escusou-se a comentar e disse apenas: "veremos os resultados".

De acordo com uma notícia da Lusa, a transportadora aérea nacional pagou prémios de 1,171 milhões de euros a 180 pessoas, incluindo dois de 110 mil euros atribuídos a dois quadros superiores.

No debate quinzenal de quinta-feira, na Assembleia da República, o primeiro-ministro, António Costa, defendeu que o Estado considera o modelo de distribuição de prémios decidido pela comissão executiva da TAP "incompatível com os padrões de sobriedade" que devem existir em empresas participadas pelo Estado.

"Como é público e notório, os administradores da parte do Estado convocaram para hoje uma reunião extraordinária do conselho de administração para analisar uma decisão tomada pela comissão executiva quanto à distribuição de prémios em modelo que o acionista Estado entende incompatível com padrões de sobriedade, que devem existir nas empresas em que o Estado participa", respondeu o primeiro-ministro.

Em comunicado, o Ministério das Infraestruturas e da Habitação afirmou, também na quinta-feira, que a atribuição de prémios de 1,171 milhões de euros a 180 colaboradores pela TAP "constitui uma quebra da relação de confiança entre a Comissão Executiva e o maior acionista da TAP, o Estado português".

No texto, o Ministério liderado por Pedro Nuno Santos salienta que "discorda da política de atribuição de prémios, num ano de prejuízos, a um grupo restrito de trabalhadores e sem ter sido dado conhecimento prévio ao Conselho de Administração da TAP da atribuição dos prémios e dos critérios subjacentes a essa atribuição".

Entretanto, a Comissão Executiva da TAP justificou a atribuição de prémios com o "programa de mérito" implementado pela companhia, que diz ter sido "foi fundamental" para os resultados atingidos em 2018.

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