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CDS elogia "inteligência rebelde" de Agustina Bessa-Luís

A líder do CDS-PP, Assunção Cristas, lembrou hoje a escritora Agustina Bessa-Luís, a "inteligência rebelde" e "poder feminino num mundo de homens", no dia em que morreu aos 96 anos.

CDS elogia "inteligência rebelde" de Agustina Bessa-Luís

Numa mensagem divulgada aos jornalistas, Cristas afirmou que a "obra de Agustina Bessa-Luís é tão preciosa, inacabada e desconcertante como a vida".

"A sua morte, hoje aos 96 anos, é altura para reconhecermos o milagre improvável de termos tido, em Portugal, quem nos escrevesse", lê-se na mensagem de Assunção Cristas, que transmite as suas condolências à família.

Para a líder centrista, "Agustina ficará, como poucos dos grandes, um nome próprio, como coisa própria dela: a inteligência rebelde, o poder feminino num mundo de homens, a ironia nos diálogos, a insolência da vaidade, a descrição atenta e o fundamental das pequenas coisas".

Os centristas relembram, "em reconhecimento, uma vida tão original, que nunca aceitou, nem se submeteu aos cânones, nem a destinos traçados, escreveu e interveio em causas públicas num permanente exercido de liberdade e independência".

Agustina "não morre porque perdurará na sua obra que continuará a ser lida" pelas futuras gerações e que nunca se cingiu às convenções do seu tempo, que sempre ousou, sempre rompeu e foi ela própria", afirmou Cristas, a meio da tarde, aos jornalistas, à margem de uma visita ao Hospital de Gaia, Porto.

Agustina Bessa-Luís nasceu em 15 de outubro de 1922, em Vila Meã, Amarante, e encontrava-se afastada da vida pública, por razões de saúde, há cerca de duas décadas.

O nome de Agustina Bessa-Luís saltou para a ribalta literária em 1954, com a publicação do romance "A Sibila", que lhe valeu os prémios Delfim Guimarães e Eça de Queiroz, que constam de uma lista de galardões que inclui igualmente o Grande Prémio de Romance e Novela, da Associação Portuguesa de Escritores, em 1983, pela obra "Os Meninos de Ouro", e que voltou a receber em 2001, com "O Princípio da Incerteza I - Joia de Família".

A escritora foi distinguida pela totalidade da sua obra com o Prémio Adelaide Ristori, do Centro Cultural Italiano de Roma, em 1975, e com o Prémio Eduardo Lourenço, em 2015.

Sobre Agustina, o ensaísta Eduardo Lourenço, em declarações à Lusa, no final da cerimónia da entrega deste prémio à autora, há pouco mais de três anos, disse que a sua obra é "incomparável". É a "grande senhora das letras portuguesas".

Agustina recebeu ainda os Prémios Camões e Vergílio Ferreira, ambos em 2004.

Foi condecorada como Grande Oficial da Ordem de Sant'Iago da Espada, de Portugal, em 1981, elevada a Grã-Cruz em 2006, e o grau de Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras, de França, em 1989, tendo recebido a Medalha de Honra da Cidade do Porto, em 1988.

O funeral da escritora sai na terça-feira da Sé Catedral do Porto para o cemitério do Peso da Régua, Vila Real, revelou hoje o Círculo Literário Agustina Bessa-Luís.

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