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Lobo d´Ávila em choque com resultado, sem pôr em causa lugar de Cristas

O dirigente do CDS Filipe Lobo d'Ávila ficou "em choque" com o resultado do partido nas europeias, pede uma reflexão profunda sobre a estratégia para o futuro, mas sem pôr em causa a liderança de Assunção Cristas.

Lobo d´Ávila em choque com resultado, sem pôr em causa lugar de Cristas
Notícias ao Minuto

17:25 - 27/05/19 por Lusa

Política CDS

O ex-deputado Filipe Lobo d'Ávila, que pertence ao grupo "Juntos pelo Futuro" e apresentou uma lista ao conselho nacional no último congresso do partido, afirmou à Lusa que "o CDS deveria voltar a reposicionar-se como partido de valores, como o partido de direita, não querer agradar a todos, gregos e troianos, e depois acabar, no fim, sem gregos nem troianos".

O antigo secretário de Estado apontou erros à liderança de Assunção Cristas, nomeadamente na questão da contagem de tempo de carreira dos professores, em que o CDS votou ao lado do BE e PCP, uma reflexão que já se impunha "mas que agora, em função destes resultados, é uma questão" importante.

Nas eleições europeias de domingo, ganhas pelo PS, o CDS obteve, segundo os resultados provisórios, uma votação de 6,19% e conseguiu apenas eleger um eurodeputado, Nuno Melo, com apenas mais um ponto percentual do que o partido Pessoas-Animais-Natureza, que vai estrear-se em Estrasburgo com Francisco Guerreiro.

Apesar do mau resultado do CDS, Lobo d'Ávila admitiu que "quem gosta" do partido "só pode ter ficado em estado de choque", não quer colocar em causa a liderança de Assunção Cristas, embora a fragilize "um bocadinho", assim como "um conjunto de opções" que foram tomadas.

"É possível acertar o rumo, espero que seja possível. Tenho, de facto, discordâncias sérias, relativamente ao caminho que se seguiu. Gostava que fosse corrigido", afirmou.

Para Filipe Lobo d'Ávila, "seria um erro enorme se o CDS se metesse em questões de disputa de liderança neste momento", até "porque não há tempo para o fazer".

O facto de os centristas terem ficado atrás de bloquistas e comunistas, além de terem disputado votos com o PAN, deve ser um "aviso sério" para todos e Lobo d'Ávila afirma estar disposto para contribuir para essa "reflexão profunda", para "ajudar naquilo que estiver" ao seu alcance.

E a prioridade deve ser, defendeu, a unidade do partido, sugerindo que a direção tente "um maior consenso com todas sensibilidade internas do partido", para que seja possível "agregar toda a gente, ao contrário do que por vezes tem acontecido" até agora.

Filipe Lobo d'Ávila voltou a defender que "deve haver um entendimento, um projeto politico alternativo e que o centro direita se deveria entender em questões básicas para o futuro do país"

Para o futuro, deixou ainda um conselho à direção de Assunção Cristas: "Temos que utilizar o nosso pragmatismo para voltar a construir um projeto em que ideologicamente e do ponto de vista das propostas políticas que o CDS apresenta sejam facilmente percetíveis pelas pessoas."

O CDS tem agendada para quinta-feira, em Lisboa, uma reunião extraordinária do conselho nacional, principal órgão do partido entre congressos, para fazer a análise dos resultados das europeias.

Filipe Lobo d'Ávila prometeu ir e expor as suas posições na reunião.

O PS venceu as eleições para o Parlamento Europeu de domingo, com 33,38%, elegendo nove dos 21 deputados, segundo dados hoje divulgados pela secretaria-geral do Ministério da Administração Interna, faltando ainda apurar os resultados em sete consulados.

O CDS reelegeu Nuno Melo, com 6,19% dos votos, e o PAN, com 5,08% leva pela primeira vez um deputado para o Parlamento Europeu: Francisco Guerreiro.

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