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Santana regressa à campanha para arruada de encerramento em Lisboa

Lisboa, 24 mai 2019 (Lusa) - O presidente da Aliança, Pedro Santana Lopes, regressou hoje à campanha eleitoral para as europeias, numa arruada de encerramento ao lado do cabeça de lista, Paulo Sande, depois de ter sofrido um acidente na semana passada.

Santana regressa à campanha para arruada de encerramento em Lisboa
Notícias ao Minuto

21:38 - 24/05/19 por Lusa

Política Santana Lopes

Faltavam 10 minutos para as 18:00 quando Pedro Santana Lopes chegou à praça Luís de Camões, em Lisboa onde já o esperava o candidato e uma comitiva de cerca de uma centena de pessoas munidas de bandeiras e cartazes onde se lia "Eu voto Aliança".

À chegada, o líder do partido foi recebido com gritos de "Aliança, Aliança" e um abraço de Paulo Sande. Foram várias as pessoas que se dirigiram a Santana Lopes para o cumprimentar e perguntar se se encontrava restabelecido.

Na quarta-feira passada, dia 15, Santana Lopes e Paulo Sande sofreram um acidente de viação na autoestrada 1 (A1), tendo o antigo primeiro-ministro sido helitransportado para Coimbra.

Um dia depois teve alta, mas não marcou presença em mais nenhuma ação de campanha.

Hoje, o presidente da Aliança ainda apresentava algumas marcas na cabeça e dificuldades nos movimentos.

Em declarações aos jornalistas antes de a comitiva arrancar, o antigo primeiro-ministro disse ser bom estar de volta.

"É bom reencontrar o ar fresco, é bom reencontrar todos, mas é melhor não falarmos muito disso", afirmou, indicando que agora é tempo de "andar para diante, pensar em domingo, em Portugal, na Europa".

Ainda assim, Pedro Santana Lopes quis aliviar o ambiente e, numa alusão ao facto de o carro onde seguiam ter capotado, apontou: "eu e o Paulo Sande resolvemos tirar o brevê de voadores e lá andámos a voar".

O antigo primeiro-ministro aproveitou também para apelar aos cidadãos que votem no domingo para escolher os 21 eurodeputados portugueses que terão lugar no Parlamento Europeu, salientando que todos têm "esse dever para com Portugal" e que a Europa e o mundo "estão numa altura muitíssimo complicada".

Considerando que a Aliança tem "uma equipa de gente capaz" e que o "enche de orgulho", Santana Lopes defendeu que "seria um grande desperdício" se essas pessoas "não enriquecessem a representação parlamentar portuguesa na União Europeia".

Paulo Sande reconheceu ter sentido "muitas saudades" do fundador do partido durante a campanha e apontou que a presença de Santana Lopes é "um conforto".

O cabeça de lista da Aliança, que se apresenta pela primeira vez a eleições, reiterou também a esperança de conseguir dois mandatos no domingo: "há muito tempo que digo que vamos eleger dois deputados".

Para tal, considerou Santana Lopes, deverá ajudar o facto de o partido que lidera não ter dito "mal de ninguém".

Ao invés, a lista, que apelidou "de luxo", "discutiu ideias, propostas, maneiras de estar e de funcionar nas relações dos parlamentos europeus com os nacionais" e, por isso, "foi diferente" das restantes forças políticas, salientou.

Assim, Santana Lopes pediu aos portugueses que "abram a mente" às novas forças políticas e assinalou que "oxalá" alguns partidos "deixem de ser pequenos".

Sobre o resultado, o presidente da Aliança foi mais contido do que o candidato: "domingo às 19:00 já sabemos, estamos tranquilos".

Depois de falarem aos jornalistas, Santana Lopes e Paulo Sande deram, então, início à arruda.

À frente, um grupo de concertinas deu música e animou o grupo pelo caminho. No Chiado, ouviu-se ora música tradicional portuguesa, ora os hinos do partido, com a comitiva a cantar e dançar.

O presidente do partido e o cabeça de lista seguiram abraçados e os apoiantes iam gritando "só há esperança com a Aliança", "Aliança, o partido da mudança", "vota Aliança, vota na mudança".

Os apoiantes também quiseram gritar "Santana vai em frente, tens aqui a tua gente", mas o líder pediu uma mudança na letra e que se gritasse por Paulo Sande.

Poucos metros depois do "tiro de partida", a comitiva fez a primeira paragem em frente ao histórico café "a Brasileira", onde se encontravam também apoiantes da CDU, para que as comitivas não se cruzassem.

Após um compasso de espera, e já com os comunistas mais à frente, a comitiva da Aliança avançou rua abaixo.

O objetivo era seguir pela Rua do Carmo até ao Rossio, mas ao fundo dessa artéria da capital acontecia um comício da CDU, coligação que junta PCP e PEV, pelo que a Aliança virou à direita e seguiu pelo elevador de Santa Justa.

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