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Anúncio de demissão de May realça a "tragédia do 'Brexit'"

O cabeça de lista do Livre às eleições europeias, Rui Tavares, afirmou hoje que o pedido de demissão da primeira-ministra britânica evidencia a "tragédia do 'Brexit'", considerando "impossível de obter" a saída do Reino Unido da União Europeia (UE).

Anúncio de demissão de May realça a "tragédia do 'Brexit'"
Notícias ao Minuto

12:36 - 24/05/19 por Lusa

Política Rui Tavares

"A história de Theresa May é a história de políticos que tentaram levar a cabo as mentiras que disseram aos seus cidadãos", disse Rui Tavares, à margem da greve climática estudantil, que decorreu hoje em Lisboa.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, anunciou hoje que vai demitir-se da liderança do Partido Conservador, desencadeando uma eleição interna cujo vencedor vai assumir a chefia do governo.

O cabeça de lista pelo Livre nas eleições para o Parlamento Europeu (PE) considerou que "é a tragédia do 'Brexit'" e que se tornou um projeto "impossível de obter".

"O Livre alertou para ela [a impossibilidade de o Reino Unido sair da UE] e houve partidos, alguns deles à esquerda, que nas suas convenções disseram que Portugal devia fazer um referendo igual. Que não se devia chorar uma lágrima pelo fim da União Europeia", recordou, concluindo que esses mesmos partidos hoje estão a ver "quem chora lágrimas por um projeto em que foram vendidas mentiras aos cidadãos britânicos".

Rui Tavares sublinhou também que "qualquer partido que se meta a tentar concretizar um 'Brexit' de acordo com critérios que em 2016 foram falsamente vendidos aos britânicos" estaria a tentar consumar algo que "é evidentemente mentira".

Na opinião do primeiro candidato do Livre, o exemplo do Reino Unido deve servir de exemplo aos eurocéticos portugueses: "A saída do euro seria um erro trágico para Portugal."

A primeira-ministra britânica mantém-se em funções até que o partido tenha eleito um novo líder, o que não deverá acontecer até ao final de julho, incluindo durante a visita de Estado do presidente dos EUA, Donald Trump, entre 03 e 05 de junho.

Enquanto primeira-ministra, não pode renunciar até que esteja em posição de dizer à rainha Isabel II quem esta deve nomear como sucessor.

A demissão da liderança deverá tornar-se efetiva a 10 de junho, iniciando os procedimentos, que passam, numa primeira fase, por uma série de votações dentro do grupo parlamentar que eliminam progressivamente os vários candidatos a apenas dois, que depois serão sujeitos ao voto de todos os militantes do partido.

May já tinha prometido em março que iria sair, mas na altura pediu para "acabar o trabalho", assumindo como missão implementar o resultado do referendo de 2016 que determinou o 'Brexit'.

Mas a pressão sobre Theresa May aumentou nos últimos dias, incluindo dentro do Governo e de deputados até agora fiéis, devido à perspetiva de o acordo de saída da União Europeia (UE) ser chumbado no parlamento por uma quarta vez.

Apresentada na terça-feira, a nova proposta de lei para o 'Brexit' estava prevista para ser votada a 07 de junho e incluía como novidade a possibilidade de voto sobre um novo referendo, o que desagradou a vários ministros.

As três anteriores propostas de 'Brexit' negociadas pela primeira-ministra britânica com Bruxelas foram rejeitadas por maiorias parlamentares, conduzindo a um impasse que obrigou Londres a prolongar o prazo de saída da União Europeia até 31 e outubro.

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