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"Lucros fabulosos da EDP e da REN são pagos pelas faturas das famílias"

João Ferreira lança farpas aos anteriores governos por terem deixado empresas públicas nas mãos de multinacionais.

"Lucros fabulosos da EDP e da REN são pagos pelas faturas das famílias"

Portugal teve, no segundo semestre de 2018, a eletricidade para consumo doméstico mais cara da União Europeia, de acordo com dados do Eurostat. A respeito desta temática, João Ferreira, em campanha para as europeias, foi questionado relativamente às responsabilidade do PCP na matéria, já que apoia o Governo minoritário do PS. 

O eurodeputado defende-se explicando que "este caminho começou antes, quando os governos anteriores do PS e do PSD e do CDS decidiram entregar, seguindo recomendações de diretivas da União Europeia (UE) que aprovaram no Parlamento Europeu, as empresas públicas estratégicas nas mãos de multinacionais".

Com efeito, explica ainda, "os lucros fabulosos da EDP e da REN são pagos pelas faturas da energia das famílias e das empresas. Aqui se vê a importância de ter estas empresas a funcionar não em função da maximização do lucro de empresas privadas estrangeiras, mas em função do interesse nacional e do desenvolvimento do país".

Aliás, acrescentou em declarações aos jornalistas, "a CDU tem tido intervenção nos últimos anos, permitindo que algumas famílias pudessem retomar ao mercado regulado da eletricidade, uma possibilidade que já não existia", para além de ter contribuído para "a redução do IVA dos contadores de 23% para 6%".

Já em relação à construção do aeroporto do Montijo, considera o comunista que "não é apenas a CDU que se tem insurgido" afirmando que "este não é o melhor local para a construção do aeroporto. São também as populações da Moita, da Baixa da Banheira e do Montijo. Esta é a demonstração daquilo que acontece quando um setor estratégico como são os aeroportos funciona em função dos interesses de uma multinacional e não em função dos interesses do país".

O "governo anterior", asseverou João Ferreira, "decidiu entregar uma empresa que dava todos os anos lucros ao Estado, e que era estratégica, a uma multinacional francesa. O Governo atual, para fazer um favor a essa multinacional francesa, pôs de lado o trabalho que durante anos o país andou a fazer. Gastou-se tempo e dinheiro a estudar a melhor localização para um novo aeroporto. Finalmente chegou-se a essa conclusão e o Governo decidiu pôr de lado e agradar a uma multinacional e à União Europeia, indo para uma solução que não resolve um problema de fundo que é a necessidade de um novo aeroporto em Lisboa", rematou. 

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