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"Qualquer que seja a manobra a jogada de Costa, terá impacto no futuro"

A primeira candidata do BE às europeias desafiou hoje o líder do PS, António Costa, a "clarificar qual o caminho que quer seguir", concordando com Pedro Nuno Santos que defende "uma linha divisória muito clara entre liberais e socialistas".

"Qualquer que seja a manobra a jogada de Costa, terá impacto no futuro"
Notícias ao Minuto

12:21 - 22/05/19 por Lusa

Política Marisa Matias

No final de uma ação de campanha de quase uma hora na Feira de Famalicão, distrito de Braga, Marisa Matias foi confrontada com as declarações de terça-feira à noite do dirigente socialista Pedro Nuno Santos que defendeu que os socialistas devem assumir também na Europa uma dialética de "tensão permanente" face aos liberais.

"Não posso falar do que é que se está a passar internamente no PS, não sei, mas concordo com o que disse Pedro Nuno Santos, que é preciso uma linha divisória muito clara entre liberais e socialistas, sim", assumiu.

Mas se concorda com Pedro Nuno Santos, a cabeça de lista do BE ao Parlamento Europeu mantém as críticas ao secretário-geral do PS, António Costa, devido à aproximação aos liberais europeus.

"António Costa tem que clarificar qual é o caminho que quer seguir: se quer seguir o caminho que seguiu em Portugal, um caminho de, à esquerda, procurar acordo naquilo que era preciso ter acordo e melhorar a vida da pessoas, se é o caminho de se juntar àqueles que fizeram o contrário e promovem o contrário na União Europeia", desafiou.

Marisa Matias assumiu que não sabe o que "está na cabeça de António Costa", mas insistiu que "ao longo das eleições europeias e desta campanha, tem estado a trabalhar nesta aliança bizarra com os liberais de direita".

Esses "liberais de direita", segundo a eurodeputada recandidata, "defendem sanções contra Portugal e políticas de austeridade", ou seja, "defendem a antítese daquilo que foi a política feita em Portugal para reduzir o empobrecimento, aumentar salários, aumentar pensões e tentar retribuir às pensões alguns dos seus direitos".

"Qualquer que seja a manobra, a jogada que António Costa esteja a fazer neste momento, que eu não sei qual, nesta aliança com os liberais de direita terá implicações no futuro não só no Parlamento Europeu, mas também a nível nacional", voltou a avisar.

Na terça-feira à noite, na campanha do PS, em Aveiro, Pedro Nuno Santos - ministro das Infraestruturas desde fevereiro, quando deixou o cargo de secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares precisamente devido à saída de Pedro Marques encabeçar as listas do PS à Europa - fez um discurso em que apontou uma espécie de autocrítica do seu partido em governos passados [António Guterres e José Sócrates] por também se ter aproximado do centro direita, designadamente prosseguindo políticas de privatizações.

Mas, o antigo líder da JS deixou, sobretudo, alguns recados sobre qual a estratégia que defende para o seu partido no plano europeu, depois de referências elogiosas à ação do atual executivo socialista, liderado por António Costa e apoiado no parlamento por BE, PCP e PEV.

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