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Mobilização contra a abstenção e a aposta na pesca ao 9º dia de campanha

O nono dia da campanha decorreu hoje sob o signo da relativização das sondagens para mobilizar eleitores contra a abstenção, com o PSD a agitar a falta de investimento público e o PS a usar passe no metro lisboeta.

Mobilização contra a abstenção e a aposta na pesca ao 9º dia de campanha

Na campanha eleitoral para as europeias de domingo, o comunista João Ferreira desafiou a direita a falar de pescas, o centrista Nuno Melo voltou às feiras e desvalorizou as sondagens, enquanto Marisa Matias, igualmente num mercado, ajudou a descascar legumes, alertando que os votos não são favas contadas.

Após a noite do último debate televiso, na RTP, o cabeça de lista do PS, Pedro Marques, viu a Lisboa que amanhece no Cais do Sodré, onde apanhou o metro para Moscavide, já no concelho de Loures, para salientar a medida do Governo de redução do custo dos passes sociais, mas também ouviu algumas queixas de professores.

Depois, na Universidade Nova de Lisboa, o socialista reiterou uma acusação que já tinha deixado no confronto televisivo, a de que o PPE, a família política europeia a que pertencem PSD e CDS-PP, tem no seu manifesto a constituição uma "polícia de choque" para nas zonas costeiras da União Europeia travar a entrada de refugiados e migrantes, através de uma guarda costeira equipada com 'drones'.

O candidato do PSD, Paulo Rangel, contou com o apoio de Manuela Ferreira Leite, num almoço em Leiria, cujo Pinhal visitou, para criticar a "incúria e passividade" do Governo na floresta, secundando a ex-líder social-democrata nas acusações de falta de investimento público, que, disse a antiga ministra das Finanças, "está a levar o país à desagregação".

Paulo Rangel relativizou ainda a sondagem divulgada na segunda-feira pela RTP, que dá a vitória ao PS, afirmando que sempre se deu bem com "más sondagens": "Não é por isso que me preocupo com esta", vincou.

A sondagem da Universidade Católica para a RTP/Público, divulgada na segunda-feira, coloca o PS à frente com 33% dos votos, mais 10 pontos do que o PSD, que surge com 23% das intenções de voto, e a possibilidade de perder um deputado.

Na campanha da CDU, coube ao secretário-geral comunista, Jerónimo de Sousa, fazer o aviso contra as sondagens e abstenção: "Começam nestes dias finais a surgir as sondagens e eu queria lembrar que as sondagens não votam, quem votam são as pessoas".

O cabeça de lista da CDU, João Ferreira, esteve em Peniche, no distrito de Leiria, e desafiou os que "andam de helicóptero", numa referência ao PSD, a "apoiar a inclusão no regulamento europeu do fundo das pescas e assuntos marítimos de maiores apoios à modernização da frota pesqueira", questionando se também estarão "disponíveis para um reforço das instituições científicas que desenvolvem atividade na aquisição de conhecimento sobre o estado dos recursos pesqueiros".

O cabeça de lista do CDS-PP, Nuno Melo, esteve na feira de Viseu, onde teve um debate com uma mulher de 80 anos que o "esmagou", nas palavras do candidato, que teve dificuldade em interromper a torrente de palavras da mulher, que tanto dizia mal do atual Governo como criticava "os milhões" do Estado para os bancos, e depois serem os outros, os contribuintes, a "pagar para isto tudo".

Foi em Viseu que Melo reiterou a posição do partido sobre sondagens, sublinhando que não se ilude e transforma "sondagens em resultados", e apesar de fazer as contas para dizer que, na prática, CDS, BE e PCP, tendo em conta a margem de erro da sondagem, estão em empate técnico, concluiu: "Olhe, se ficar atrás é a vida. Não digo é que os votos foram fúteis. Todos os votos são bons".

A candidata do BE, Marisa Matias, insistiu no combate à abstenção, numa ação no mercado municipal de Torres Novas, em que ajudou uma vendedora a descascar favas, que, para servirem de metáfora ao voto, não estão contadas.

Depois de ouvir testemunhos de quem não vota porque já não acredita, a primeira candidata do BE concordou que a abstenção será um dos fatores destas eleições e, dizendo compreender "o desânimo das pessoas em relação à União Europeia", sublinhou que "é preciso dizer às pessoas que há quem lute por propostas diferentes".

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