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Pedro Marques no metro destaca passes sociais com professores pela frente

O cabeça de lista europeu dos socialistas fez hoje campanha no metro de Lisboa, procurando salientar a medida do Governo de redução do custo dos passes sociais, mas também ouviu algumas queixas de professores.

Pedro Marques no metro destaca passes sociais com professores pela frente
Notícias ao Minuto

11:04 - 21/05/19 por Lusa

Política PS

Pedro Marques chegou pouco depois das 08:00 à estação do Cais do Sodré para apanhar o metro para Moscavide, já no concelho de Loures. Entre outros socialistas, acompanharam-no a "número quatro" da sua lista europeia, Margarida Marques, o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Duarte Cordeiro, e o vice-presidente da bancada do PS Pedro Delgado Alves.

Durante cerca de 20 minutos, distribuíram folhetos informativos da propaganda europeia do PS, com o ex-ministro socialista, sempre que encontrava disponibilidade para uns segundos de conversa com os utentes dos transportes públicos, a apelar ao voto no próximo dia 26 e a lembrar-lhes a recente descida dos passes sociais.

"É uma medida que veio para ficar", afirmou o ex-ministro das Infraestruturas a um homem que aguardava o autocarro em frente à estação de metro e que antes se mostrara cético em relação à possibilidade de o custo dos transportes públicos ficar ao atual preço por muito tempo.

Pedro Marques gostou de ouvir um idoso com palavras pouco bonitas contra o anterior Governo PSD/CDS; aconselhou uma idosa pobre, que se queixou de não ter dinheiro nem sequer para os "ben-u-rons", a procurar auxílio na respetiva Junta de Freguesia; e ouviu desabafos de algumas pessoas sobre as dificuldades financeiras que sentem no dia-a-dia.

"É um desafio para todos nós. Há pessoas com uma vida muito exigente entre trabalho e vida familiar", observou o cabeça de lista europeu do PS.

Porém, Pedro Marques já não terá apreciado tanto um diálogo que manteve com uma senhora entre os 40 e 50 anos.

"Veja se não se esquece de votar no dia 26", disse o cabeça de lista do PS, com a senhora a reagir imediatamente, contrapondo: "Não se esqueça também dos professores, porque esqueceram-se deles quase dez anos".

Com a ex-secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares Margarida Marques, a conversa com um docente teve características bem mais surpreendentes.

"Sou professor e amigo de António José Seguro", disse-lhe, depois de rejeitar o folheto que Margarida Marques lhe pretendia entregar.

Os jornalistas interrogaram depois Pedro Marques sobre a frequência com que escuta protestos por parte de professores que encontra na rua e que se mostram pouco disponíveis para votar no PS, depois de o Governo ter recusado as reivindicações sindicais para recuperar nove anos, quatro meses e dois dias de tempo de serviço congelado.

"Há muitos professores com quem temos contactado que também nos têm dito que compreendem o facto de termos ido até ao limite do que era possível em termos de responsabilidade orçamental - algo que o Governo nunca abdicou", respondeu o "número um" da lista europeia do PS ainda à entrada da estação de metro do Cais do Sodré.

Pedro Marques reconheceu a existência de "descontentamento nessa classe profissional", mas desdramatizou alegando que "ninguém ganha eleições com 100%".

"O que me importa mais é que esta nossa mensagem de criar emprego, reduzir a pobreza e manter as contas em ordem, esta mensagem de clara responsabilidade orçamental, seja uma compreendida em todo o país e faça a diferença também na Europa", acrescentou.

Durante esta ação de campanha, a comitiva socialista não foi confrontada com reações de aberta hostilidade, mas também foram várias as situações em que as pessoas demonstraram desinteresse e desconhecimento sobre as eleições europeias.

Uma senhora disse que nem sequer sabia onde vota. Duarte Cordeiro tirou logo o seu telemóvel do bolso e procurou explicar-lhe como podia encontrar o seu local de voto.

Depois, foram cerca de 30 minutos de metro até Moscavide, com troca da linha verde para a vermelha em Moscavide.

No metro, Pedro Marques optou por não falar com passageiros e, em Moscavide, fez campanha durante uns curtos cinco minutos, aproveitando, depois, para fazer uma breve pausa e tomar um café.

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