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PS defende aposta na digitalização mas com regulação social e política

Os candidatos socialistas europeus Pedro Marques e Margarida Marques defenderam hoje que a União Europeia tem de operar um conjunto de reformas para liderar na digitalização, mas com inclusão social e impedindo que ataque a própria democracia.

PS defende aposta na digitalização mas com regulação social e política
Notícias ao Minuto

13:54 - 17/05/19 por Lusa

Política Europeias

Estas posições foram defendidas pelos "números um e quatro" da lista do PS ao Parlamento Europeu, respetivamente pelo Marques e Margarida Marques, durante um encontro com 'startups' no Teatro de São Luiz, em Lisboa, na qual também esteve presente a secretária-geral adjunta socialista, Ana Catarina Mendes.

Perante cerca de duas dezenas de empreendedores, Pedro Marques abriu a sessão com elogios à memória do antigo secretário de Estado e impulsionador do "Startup Lisboa", João Vasconcelos, que faleceu recentemente.

Pedro Marques considerou-o "um exemplo na capacidade de ligar pessoas de ecossistemas do empreendedorismo, que trabalhavam sozinhas neste domínio da inovação, às políticas públicas tecnológicas.

O cabeça de lista do PS considerou depois a digitalização um desafio fundamental que se coloca à União Europeia, que "tenta assumir um papel de liderança mundial, ou, pelo contrário, se torna seguidora dos Estados Unidos e China".

Mas "número um" socialista deixou também em aberto uma escolha em termos de modelo social.

"Queremos estar do lado das empresas e dos empreendedores. Mas queremos estar numa digitalização inclusiva ou numa digitalização exclusiva?", questionou, ponto que foi retomado logo a seguir pela ex-secretária de Estado dos Assuntos Europeus Margarida Marques.

"O digital é um instrumento privilegiado para a o crescimento económico e para a criação de emprego. Porém, não podemos permitir que seja um fator de exclusão social", advertiu, antes de deixar também alertas sobre as consequências no plano político.

"É preciso que não se permita que o digital seja usado contra a própria democracia", advertiu Margarida Marques.

Na série de intervenções que se seguiram pela parte de investidores, a tónica comum foi a crítica às insuficiências da estratégia da União Europeia perante os blocos da América do Norte e da Ásia.

Em primeiro lugar, apontaram um problema de escala na União Europeia e que estará na origem da incapacidade de se manterem na Europa os projetos com maior sucesso tecnológico, transferindo-se, em contrapartida, para Singapura, Estados Unidos ou China.

As críticas dirigiram-se também ao facto de a União Europeia, ao contrário de outros blocos mundiais, ter legislações sobre o domínio das 'startups' que diferem de Estado-membro para Estado-membro.

"Como vamos operar num mercado único com cada país com a sua legislação?", interrogou-se um dos investidores.

"Esta conversa está mesmo a valer a pena. Vamos beber isto tudo e levar para Bruxelas", prometeu o cabeça de lista do PS ao Parlamento Europeu, numa sessão em que também esteve presente a ex-ministra da Presidência e "número dois" da lista europeia dos socialistas, Maria Manuel Leitão Marques.

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