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Uma tarde em Beja para mondar, "bicar" o Governo e propor um novo Erasmus

Assunção Cristas, líder do CDS-PP, juntou-se hoje, em Beja, ao líder da lista europeia centrista, Nuno Melo, para mondar uma vinha, propor um Erasmus para agricultores e criticar um ministro da Agricultura que "não existe".

Uma tarde em Beja para mondar, "bicar" o Governo e propor um novo Erasmus
Notícias ao Minuto

18:56 - 16/05/19 por Lusa

Política CDS

Foi uma tarde ao sol na herdade do concelho de Ferreira do Alentejo, distrito de Beja, famosa por produzir uva sem grainha, "deixa" que Melo usou para dizer que a "grainha" que gostava de tirar desta campanha era mesmo as 'fake news', que também atingem o CDS-PP.

Juntos, Assunção e Melo andaram debaixo das videiras, experimentaram a mondar com tesouras emprestadas pela herdade Vale da Rosa - Melo, agricultor de minifúndio no Minho, explicou o que é mondar - e foi aí que "cortaram a direito" em vários assuntos de campanha.

Depois de visitar as vinhas, num trator com atrelado cor de rosa, Assunção Cristas lembrou a sua experiência como ministra da Agricultura (no Governo PSD/CDS-PP) e atacou o seu sucessor, o socialista Capoulas Santos, por ser uma espécie de "não ministro".

"Um ministro da Agricultura que, em quatro anos, não acrescenta um hectare [de regadio] em Alqueva e só desmerece o trabalhado anteriormente feito e quando a nível nacional executa fundos para o regadio que ficam a um terço do que foi feito pelo anterior Governo, isto quer dizer que os socialistas falam muito, mas fazem pouco ou nada pelo mundo rural", disse.

E apresentou números: no seu tempo, houve um investimento de 400 milhões em Alqueva, 166 milhões no regadio em todo o país, contra "zero" em Alqueva e apenas 58 milhões no resto do pais, no tempo de governação socialista.

A seu lado, Melo repetiu e explicou a sua proposta de criar um programa Erasmus, pago pela União Europeia, para agricultores, chamado Semente Europa, para que os homens da terra beneficiem de "uma troca de experiências" com os agricultores europeus, de outros países.

Falando aos jornalistas no meio das videiras onde crescem uvas sem grainha, o eurodeputado explicou qual era "a grainha" que gostaria de erradicar da campanha e não só: as 'fake news' ou informação falseada.

A "grainha mais perniciosa à democracia e que traduz a miséria moral dos tempos", disse, dando o exemplo do que diz ser visado: o seu trabalho na agricultura, que nenhum eurodeputado português fez, com o seu congresso de jovens português, o melhor de Portugal, que leva produtores do agroalimentar a Bruxelas.

"Depois levamos com 'fake rankings' pagos, onde o trabalho [do eurodeputado] não é valorizado", e agora até "se avalia a influência", afirmou, ignorando o "trabalho efetivo" dos eleitos ao Parlamento Europeu em que, garantiu, o CDS-PP estaria bem colocado.

As "fake news" criam "ideias falsas sobre as pessoas" e isso "é o pior da democracia", acrescentou.

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