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Rangel nas Terras do Demo assume compromisso com o "interior esquecido"

O cabeça de lista do PSD às europeias comprometeu-se hoje a defender o "interior esquecido", numa visita à Cooperativa Agrícola do Távora, reconhecendo a "coragem e a alma" das gentes da região entre o Douro e o Dão.

Rangel nas Terras do Demo assume compromisso com o "interior esquecido"
Notícias ao Minuto

14:54 - 16/05/19 por Lusa

Política PSD

Em passo acelerado, porque havia que chegar a horas ao comício seguido de almoço com apoiantes em Sernancelhe, a visita da comitiva de Paulo Rangel foi guiada pelo presidente do conselho de administração da Cooperativa, João Silva, que deixou palavras de encorajamento emocionadas ao candidato social-democrata.

"Grande parte de Portugal tem sido esquecido e tem sido discriminado", disse Paulo Rangel, enaltecendo a "força de vontade e a coragem para contrariar o que é hostil e adverso" e criar riqueza para as Terras do Demo como chamou Aquilino Ribeiro às serras da beira alta interior, na região vinícola Távora-Varosa, entre o Douro e o Dão.

O candidato sublinhou o "compromisso com o interior", referindo que o número cinco na lista, Álvaro Amaro, ficará com a pasta do "desenvolvimento regional e dos territórios de baixa densidade" e que estão a sofrer "os efeitos da desertificação".

O presidente da cooperativa, professor de educação física aposentado e produtor vinícola, emocionou-se ao descrever a Paulo Rangel a sucessão de obstáculos que teve de superar para que a instituição seja hoje uma "empresa sólida".

Segundo disse à Lusa, a CoopTávora é hoje a maior empregadora da região a seguir às escolas e autarquias, com 80 trabalhadores, e que exporta maçã, vinho e espumante para 18 países da Europa e norte de África.

João Silva tinha alguns "recados" para o poder político -- que concentra o "poder de decisão em Lisboa" - mas também uma mensagem de encorajamento à candidatura do PSD, pedindo antecipadamente desculpa pela escolha de palavras.

"O senhor está rodeado de gente boa e tem deputados, permita-me uma asneira que vou dizer, que não são deputados de cú na Assembleia, são gente que conhece a região e que tem feito alguma coisa para que isto vá por diante", afirmou.

"Precisamos de gente como o senhor", disse, desejando a Paulo Rangel "boa sorte" para conseguir que, "seja em Bruxelas, seja em Portugal, não se cale e que diga o que vai sentindo em prol dos desfavorecidos, dos que no Interior, trabalham", continuou, emocionando-se.

Agradado com a mensagem do presidente da CoopTávora, e mais solto na conversa, Paulo Rangel agradeceu as palavras de encorajamento, que "caem sempre bem", e assentiu que o PSD tem tido "uma preocupação constante com os territórios do Interior", manifestando ainda "uma grande, grande, grande admiração pelas pessoas" das terras onde as "adversidades são muitas e que estão a lutar contra isso".

A cooperativa do Távora, que produz maçã, vinho e espumante, disse, "é um exemplo disso", considerando que "vale a pena lutar por um Portugal mais dinâmico e mais igual".

Rangel admitiu o "gosto" que teve "em ver o entusiasmo" de João Silva "por esta simples visita", que demonstram, disse, "além do entusiasmo, também a alma".

"Com a maçã não sei bem, mas para o vinho sei muito bem que é preciso ter alma", disse Paulo Rangel, que provou o espumante da cooperativa e fez um "brinde triplo": "aos trabalhadores da instituição, à União Europeia e a uma vitória nas eleições Europeias no dia 26 de maio".

Na visita à parte de conservação da maçã, de bata e touca, Paulo Rangel ouviu as explicações técnicas do processo, que é quase todo automatizado: "as maçãs só são tocadas por mãos humanas duas vezes, na apanha e na embalagem", explicou João Silva.

"Muito bem, muito bem", respondia Paulo Rangel.

Mais à frente, nas caves para o vinho, O candidato ficou a saber que o edifício antigo beneficiou, no "pior do tempo da crise", de obras que custaram 487 mil euros para permitir aumentar a capacidade de armazenagem das garrafas.

A parte nova foi construída com a pedra da região, "granitos maravilhosos", orgulhou-se o presidente da cooperativa, explicando que no meio daquelas paredes de pedra, com dois metros de profundidade, estão mensagens em garrafas de vidro lá colocadas por todos os que participaram na obra, uma tradição agrícola segundo explicou Álvaro Amaro.

"Hoje acordei bem-disposto", "hoje vale a pena", "esta obra é maravilhosa, coisas deste género", adiantou o presidente da cooperativa.

"São os bons augúrios", comentou Rangel que, a deixar uma mensagem, seria: "dia 26 de maio teremos uma vitória".

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