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Paulo de Morais diz que crise foi provocada para desviar atenções

O cabeça de lista do Nós, Cidadãos! às eleições europeias, Paulo de Morais, disse hoje que a recente crise política foi provocada pelo "Governo e oposição para desviar atenções" do ato eleitoral, numa ação de pré-campanha, no Porto.

Paulo de Morais diz que crise foi provocada para desviar atenções
Notícias ao Minuto

20:01 - 10/05/19 por Lusa

Política Nós, Cidadãos!

No início de uma ação de rua na baixa da cidade, o antigo candidato à presidência da República procurou contactar as pessoas de forma a sensibilizar para a existência de eleições e apresentar-se como o candidato da junção de forças entre o Movimento Partido da Terra (MPT), que conta com dois eurodeputados, o Nós, Cidadãos! e movimentos cívicos, falando ainda sobre o assunto do momento.

Para Paulo de Morais, a crise política que envolveu a reposição do tempo de serviço dos professores foi "introduzida artificialmente pelo Governo e oposição, no sentido de desviar atenções das eleições europeias", lamentando a postura de todos os partidos com assento no Parlamento.

"O PS, como a oposição, traíram os professores, porque prometeram uma coisa e fizeram a outra. António Costa prometeu o fim da austeridade e um conjunto de medidas que acabou por não concretizar, a oposição prometeu e depois recuou. Os partidos andam a brincar com as pessoas e têm de ser penalizados. Independentemente de quem tem razão, do que é valido ou não é válido", criticou, em declarações à Lusa.

Explicou que um voto no seu partido significa perceber que a adesão à União Europeia "foi positiva para Portugal", mas que houve "oportunidades perdidas nessa adesão", sublinhando que foi prometido que Portugal sairia da "cauda da Europa", mas que, passados 33 anos, ainda lá está, graças ao uso de fundos europeus para "alimentar o carrossel da corrupção".

"Os eurodeputados do Nós, Cidadãos! vão combater esta fatalidade, com um programa cujas linhas fundamentais são o combate à corrupção e à falta de transparência, pelos direitos humanos em Portugal e Europa, por um ambiente mais amigo dos cidadãos e do planeta (descarbonização da economia, a reutilização e economia circular)", vincando a questão ambiental como uma das preocupações.

Condenou a prática comum em Portugal de usar água potável para lavar carros e regar jardins, algo que "não é aceitável do ponto de vista económico, ambiental e civilizacional" e que não acontece nos países "do norte da Europa", disse querer também a "transferência de boas práticas entre cidades europeias" e estar contra a utilização de glifosatos. Defendeu estar "sempre do lado dos doentes e não dos laboratórios".

Sobre a questão da crise migratória, sublinhou a necessidade de "separar refugiados de emigrantes" porque são "questões diferentes", nas quais defendeu que os barcos de refugiados devem chegar à Europa e "ser bem recebidos, alojados, alimentados e tratados com dignidade", enquanto as leis de emigração "são nacionais, não europeias e deve ser cumpridas em cada país".

"A confusão entre migrantes e refugiados resulta dos líderes europeus andarem nessa matéria como baratas tontas. O que há que fazer é colocar a bola ao centro e separar refugiados de migrantes. Os refugiados devem ser tratados com dignidade e no final do tempo de refugio devem regressar aos seus países. Os emigrantes são necessários, têm de entrar, mas de acordo com as leis de emigração de cada país e, no que diz respeito a Portugal, a lei parece-me bem", apontou.

A questão dos populismos é também uma preocupação, visto que a candidatura surge "para ajudar a diminuição de abstenção" e também que os votos das pessoas desiludidas na política caiam no "extremismo", procurando o Nós, Cidadãos! ser uma "alternativa do centro do espetro político", que vai respeitar "qualquer resultado eleitoral".

Para finalizar, negou a ideia de não haver dinheiro em Portugal, porque no orçamento de 2019, de 91 mil milhões de euros, "10 mil milhões são despesas extraordinárias, dos quais quatro mil milhões não estão esclarecidos e 1.200 milhões são dinheiro pago a mais em parcerias publico-privadas".

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