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Crise no Governo: "Onde está a solidariedade para com os reformados"?

O PURP-Partido Unido dos Reformados e Pensionistas reagiu à crise no Governo, marcada pela ameaça de demissão de António Costa caso seja aprovado, em votação final global, o diploma que prevê a contabilização total do tempo de serviço dos professores.

Crise no Governo: "Onde está a solidariedade para com os reformados"?

A crise do Governo que está a marcar a atualidade nacional foi também alvo de escrutínio por parte do PURP-Partido Unido dos Reformados e Pensionistas que, em comunicado enviado à redação do Notícias ao Minuto, se debruça sobre "a hipotética demissão do Governo e a posição inflexível da 'oposição' em aprovar a contagem de tempo dos senhores professores".

Pese embora o partido respeite "a justeza das reivindicações", não pode "'ignorar' que as dificuldades foram transversais a todos os cidadãos deste país, dando como exemplos os cortes nos reformados (que não tinham ninguém que os defendesse), desempregados, agentes da autoridade, Forças Armadas, não esquecendo os milhares de jovens com elevadas qualificações que foram obrigados a emigrar e… por aí fora".

Na ótica da comissão política do PURP, "tudo não passa de 'jogos florais' (eleitoralistas), onde os partidos com assento parlamentar assentam as suas posições, baseadas numa partidocracia que, nalguns casos, mais parece uma cartelização em que todos, sem exceção", só se importam em "serem reeleitos, de preferência roubando votos uns aos outros".

Lembra ainda o partido que Portugal é "um país pobre e altamente corrupto, intervencionado externamente" e que está "obrigado a estar permanentemente de mão estendida, sujeito ao livre arbítrio desses canalhas, que não têm um mínimo de comiseração e humanidade por ninguém".

Perante a situação, o Partido Unido dos Reformados e Pensionistas reitera o respeito pela classe dos professores, mas questiona "onde está a solidariedade para com os reformados"? Isto porque "2,5 milhões vivem abaixo do limiar da pobreza, com reformas indigentes, ou os mais de um milhão de trabalhadores no ativo auferem salários de 600 euros".

Lembra adicionalmente o PURP aqueles que "esperam mais de seis meses para serem atendidos numa simples consulta de rotina, não esquecendo a entrega da documentação para a reforma, que chega a demorar quase um ano". 

E é com base nesta "pequena amostragem" que o PURP-Partido Unido dos Reformados e Pensionistas "se indigna com toda a veemência, porque estes ainda não têm poder reivindicativo (mas esperemos o possam ter a partir de outubro)".

A comissão política apela, por isso, "às consciências dos sindicalistas, deputados e governantes", recordando que "há todo um povo e que esta 'guerra' não faz, por ora, nenhum sentido, a escassos dias de eleições porque terá que ser serenamente equacionada, lá mais para diante, desde que ninguém fique de fora e se beneficie não a árvore, mas sim a floresta".

Portanto, "apelamos a todos os intervenientes que se deixem de 'fait divers', para não dizer 'badalhoquices políticas' e ajudem a governar este país, tendo sendo presente a igualdade, fraternidade e solidariedade no apoio aos mais débeis e desfavorecidos", pode ainda ler-se no comunicado.

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