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Jerónimo defende redução de preço de combustível e portagens para PME

O secretário-geral do PCP valorizou hoje os avanços em políticas de apoio às micro, pequenas e médias empresas, mas defendeu que ainda "falta fazer caminho" em relação aos preços dos combustíveis, pagamento de portagens ou carga fiscal.

Jerónimo defende redução de preço de combustível e portagens para PME
Notícias ao Minuto

15:04 - 30/04/19 por Lusa

Política PCP

Depois de uma reunião de cerca de duas horas com a Confederação das Micro, Pequenas e Médias Empresas (CPPME), no Seixal, distrito de Setúbal, Jerónimo de Sousa afirmou que existem "muitas matérias que continuam a não ter resposta nesta nova fase da vida política nacional".

"Continuam a ser colocadas questões do preço dos combustíveis, das portagens, a questão da carga fiscal sobre os pequenos empresários, que lidam com dificuldade, apesar do quadro de valorização desses avanços", explicou, em declarações aos jornalistas.

Para o líder comunista, "falta fazer caminho" a nível de políticas de apoio às micro, pequenas e médias empresas, mas também é preciso reafirmar a importância das medidas já tomadas, como o fim do Pagamento Especial por Conta, a redução do IVA na restauração e a valorização do mercado interno, com crescimento económico e aumento do emprego.

"É preciso defender o que foi reposto porque já há vozes que vêm novamente com o passado, por exemplo, querer acabar com a redução da taxa do IVA para a restauração, designadamente de um ex-Presidente da República, a afirmar isso como um objetivo", sublinhou.

O líder comunista referia-se às declarações de Cavaco Silva, no início deste mês, tendo classificado a redução do IVA na restauração dos 23 para 13% como uma "medida profundamente errada e profundamente injusta", por beneficiar produtores e consumidores com rendimentos "acima da média".

Já o presidente da CPPME, Jorge Pisco, salientou "a importância que teve a redução do IVA na restauração" e saudou o apoio do PCP na transmissão das propostas do setor na Assembleia da República.

Jorge Pisco referiu ainda que uma das maiores preocupações da confederação é a nova ferramenta de diagnóstico financeiro das pequenas e médias empresas, que entrou em vigor este mês e que será dado pelo Fisco, envolvendo a troca de dados entre o Banco de Portugal, a Agência para a Competitividade e Inovação e a Autoridade Tributária.

"Estamos certos de que as empresas neste momento não sabem os dados que os contabilistas irão fornecer sobre os dados contabilísticos das empresas. É uma situação que é complicada porque pensamos que a autoridade tributária está a querer usurpar desses mesmos direitos", defendeu.

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