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Reforma curricular proposta pelo Governo dos Açores "é um desastre"

O PPM/Açores vai votar contra a proposta apresentada pelo Governo açoriano de reforma curricular, anunciou hoje o partido, alegando que a iniciativa legislativa é "um desastre" e "uma cópia de legislação nacional", que implicará "tremendas desigualdades" entre escolas.

Reforma curricular proposta pelo Governo dos Açores "é um desastre"
Notícias ao Minuto

14:59 - 29/04/19 por Lusa

Política PPM/Açores

"Isto é uma reforma sem pés nem cabeça. Vai aumentar as desigualdades de uma forma tremenda entre as escolas da região", sustentou o deputado único do PPM, na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, Paulo Estêvão, onde disse que vai votar contra a proposta do Governo socialista açoriano com maioria no parlamento.

O deputado monárquico falava em Ponta Delgada, São Miguel, numa conferência de imprensa, na qual teceu criticas à iniciativa legislativa do Governo açoriano socialista, afirmando que "a maior parte dos conselhos executivos não concordam" com a proposta e "os professores".

"No continente, esta nova matriz curricular já está a ser implementada pelas escolas e isto está a ser tremendamente negativo e muito difícil de implementar", disse Paulo Estêvão, apontando que a proposta "aumenta de forma exponencial a burocracia nas escolas" e "implica o aumento do tempo de trabalho dos docentes, sempre e quando o período de duração dos tempos letivos aumentar além dos 45 minutos".

O deputado eleito pelo Corvo referiu que as escolas terão "autonomia para decidir a distribuição dos tempos", uma medida que vai levar "a diferenças enormes entre as aprendizagens que se realizam nas escolas açorianas e sem aumentar os recursos humanos".

"Podemos ter alunos que têm mais 90 minutos de Matemática do que outros noutra escola logo ao lado na mesma cidade de Ponta Delgada", exemplificou o parlamentar do PPM.

Segundo o deputado, "vamos ter enormíssimas diferenças entre os alunos a nível dos currículos de cada escola".

Outra questão apontada pelo deputado prende-se com "uma redução brutal dos tempos destinados a Educação Artística e Tecnológica" e "ao ensino de História e Geografia".

"Cada escola irá definir quanto tempo dura a aula", reforçou o deputado, discordando dos argumentos do titular da pasta da Educaçao nos Açores.

"O secretário disse que irá trazer mais autonomia, mas tudo isso será feito sem aumentar os recursos humanos", sustentou, apontando ainda para a questão da História, Geografia e Cultura dos Açores, que "estava atualmente a ser ensinada no âmbito da Cidadania, o que foi um erro".

"Acham que alguma escola irá decidir a criação da História, Geografia e Cultura dos Açores com diminuições de tempos letivos que já foram efetuadas e que são tão grandes quer a nível do oitavo e nono ano? Eu não prevejo que possam criar a disciplina", sustentou.

Na sexta-feira, o secretário regional da Educação e Cultura dos Açores, Avelino Meneses, disse, após ter sido ouvido pela Comissão Permamente de Assuntos Sociais, que o reforço da autonomia e flexibilidade curricular e um ensino mais prático e experimental são as bases da proposta do Governo Regional para as novas matrizes curriculares do sistema regional de educação dos Açores.

Avelino Meneses referiu que a sugestão de alteração das matrizes curriculares do ensino básico permitem uma "adequação do currículo às novas tendências pedagógicas", estimulando "um ensino mais prático e experimental".

APE (ILYD) // MLS

Lusa/Fim

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