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CDS dramatiza 'familygate' para pedir derrota do PS nas urnas

Nuno Melo, cabeça-de-lista do CDS ao Parlamento Europeu, pede aos eleitores que penalizem o PS em 26 de maio pela governação “de publicidade enganosa” e pelo caso das nomeações familiares no Governo, conhecido como 'familygate'.

CDS dramatiza 'familygate' para pedir derrota do PS nas urnas
Notícias ao Minuto

06:06 - 28/04/19 por Lusa

Política Nuno Melo

Em entrevista à agência Lusa, Nuno Melo pediu que os eleitores utilizem a ida às urnas, a pouco mais de quatro meses das legislativas de outubro, para uma "estrondosa moção de censura" aos socialistas, e qualificou de governação de "publicidade enganosa" o mandato dos socialistas nos últimos três anos e meio.

"O PS vai ser penalizado nas urnas por culpa própria. Há vários 'dossiers' que não são necessariamente europeus e que hoje vão em prejuízo do PS, [como] o manifesto nepotismo na governação, que choca as pessoas, mesmo as que votam no PS", afirmou o eurodeputado e vice-presidente na direção de Assunção Cristas.

Ao contrário de Paulo Rangel, seu rival do PSD nesta corrida europeia, Melo não defende uma intervenção do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, neste 'dossier', e prefere pedir que a penalização seja feita na hora de votar.

O que aconteceu com as nomeações familiares no executivo socialista, argumentou, "é profundamente censurável e do ponto de vista ético, muitíssimo grave" e, mais do que ver o Presidente a intervir, a avaliação "deve ser medida nas urnas".

O candidato centrista atacou a forma como os socialistas "colonizam a administração, o Estado e o governo, no seu essencial, com os representantes da meia dúzia de famílias, dos cemitérios aos mais altos cargos públicos" e considera que este é "um lastro" que "o PS leva" para as eleições.

"Não tenho dúvida nenhuma de que o PS será penalizado" e "muito bem", concluiu.

O caso das nomeações familiares é apenas um dos aspetos que o CDS quer ver penalizado nas europeias. Nuno Melo rotulou a governação socialista de "publicidade enganosa" e atacou o candidato socialista, Pedro Marques, por falta de comparência nos debates e na apresentação de ideias.

"Pedro Marques não aparece em debates eleitorais, é apresentado como candidato a comissário [europeu] e não cabeça de lista ao Parlamento Europeu", afirmou, insistindo na tese do desperdício "dos fundos comunitários" por Portugal.

O Governo e António Costa, acusou, aceitaram", em relação aos fundos de coesão, a perda de 7%" das verbas, o que o leva a concluir: "O desperdício de fundos comunitários e a forma complacente como se aceita uma redução de outros é, em Portugal, uma espécie de crime de lesa pátria."

O candidato aponta as suas críticas a Pedro Marques, dado que é "apresentado como candidato a comissário europeu para a pasta dos fundos", mas em Portugal representa "uma miserável execução de fundos comunitários", que, acreditar Nuno Melo, está "no topo das preocupações" dos portugueses.

"Oitenta por cento do investimento público em Portugal é feito com fundos comunitários, as nossas escolas, as nossas universidades, nossos programas curriculares, académicos, tudo aquilo que nos transforma é feito em oitenta por cento com fundos comunitários", exemplificou.

Em relação aos dois candidatos, do PS e do PSD, Melo não distingue quem é o mais temível, preferindo dizer que tentará "fazer valer" as marcas dos centristas nas eleições europeias.

Para o vice-presidente do CDS, Costa e o PS "nacionalizaram" as europeias, transformando-as numa "primeira volta" das legislativas, como uma "moção de confiança".

"Se é isso o que o dr. António Costa quer, assim terá. E eu, enquanto candidato, dançarei a música que me quiserem colocar. Se [Costa] assim quer, estas eleições devem ser uma estrondosa moção de censura ao PS. O PS vai perder as eleições europeias e merece perdê-las", acrescentou.

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