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  • 25 AGOSTO 2019
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Ventura a favor do cadastro étnico para evitar "guetização" das minorias

Um grupo de trabalho nomeado pelo Governo quer caracterizar ao pormenor todos os portugueses e todos os que vivem em Portugal e, para isso, defende a inclusão de uma pergunta sobre origem racial na próxima edição do Census.

Ventura a favor do cadastro étnico para evitar "guetização" das minorias

O próximo Recenseamento da População e Recenseamento da Habitação em Portugal será levado a cabo em 2021, mas, dois anos antes, já gera controvérsia.

Tal como noticiou este fim de semana o semanário Expresso, várias associações ciganas entregaram ao grupo de trabalho nomeado pelo Governo um relatório no qual contestam a decisão de incluir no próximo Census uma pergunta sobre a origem racial – uma posição que se baseia no facto de não ser claro qual o mecanismo de segurança que irá proteger tais dados. E não só.

O medo de perseguição, discriminação e racismo também está patente nesta posição.

No entanto, esta é um receio que, para André Ventura, não tem razão de ser. Em declarações ao Notícias ao Minuto, o líder do movimento Chega explica que com esta posição “promovemos e preferimos a ‘guetização’, ao invés de se procurar diálogo e integração”.

Como pode haver integração se não temos a exata noção da diversidade étnica do nosso país e das zonas geográficas onde essa mesma diversidade é mais presente?”, questiona o ex-vereador de Loures que gerou polémica ao afirmar, em 2017, que “há minorias que se acham acima da lei”, referindo-se à comunidade cigana.

Dois anos volvidos, André Ventura defende que é “importante” a existência do denominado ‘cadastro étnico’ para que se consiga “promover o Estado de Direito dentro da diversidade étnica, racial e nacional”.

Mais. O líder do Chega (que aguarda autorização do Tribunal Constitucional para ser formalmente um partido) lembra que esta é uma ferramenta utilizada em países como a Itália e que visa “essencialmente, promover uma melhor integração de todos dentro das regras do Estado de Direito”.

Não é isto que todos deveríamos querer? Não é essa uma das funções essenciais do Estado?”, questiona em jeito de conclusão.

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